CULTURA DE DJ - O Blog Magazine de Digital Djing

Notícias, Lançamentos, Reviews, Tutoriais, Entrevistas e Opiniões. Tudo sobre Controladores Midi, Software e Acessórios para Djs.

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A LINGUAGEM E OS TERMOS DO DJING
Recebi via mensagem na nossa página do Facebook do nosso leitor Márcio Pinto que pedia ajuda em relação aos termos técnicos do Djing que uso nas matérias do blog. Como acredito que não só o Márcio terá essas mesmas dúvidas, resolvi através desta matérias dar esse esclarecimento de forma a que todos possam compreender na totalidade todos os textos que escrevo. Os termos globais usados no universo do Djing são na sua maioria classificados como Inglesismo ou Anglicismo. O Inglesismo ou Anglicismo é o nome atribuído aos termos ou expressões da língua inglesa usados em outra língua (neste caso o Português). Tanto o português de Portugal como o do Brasil incorporam um número considerável de anglicismos. Alguns foram aportuguesados e outros permaneceram na sua grafia (escrita) original. Alguns exemplos no nosso dia-a-dia são o browser (navegador web), hit (sucesso), home theater (cinema em casa), mouse (periférico de computador / rato), etc. No Cultura de Dj uso vários desses termos por serem usados em termos global para designar prática, função ou algum objeto específico. Dessa forma a linguagem que uso nas matérias, incorpora precisamente termos que para quem está a entrar neste universo são ainda desconhecidos. Irei a seguir descrever o significado dos termos mais comuns que uso nas matérias e que remetem à língua inglesa.

TERMOS USADOS NO CULTURA DE DJ
  • GIG - No universo dos Dj's, Gig é o termo para descrever um show ou um trabalho de Dj;
  • SETUP - Usado para descrever a configuração de equipamentos que o Dj usa (computador, software, controlador, mixer, cdj, toca discos, etc);
  • LINE UP - O termo é usado para descrever a listagem de um determinado evento. O Line Up de um festival por exemplo é a lista de Dj's que irão tocar e muitas vezes a ordem de apresentação dos mesmos;
  • CDJ - É o termo usado para descrever um leitor de Cd no Djing;
  • DJING - É o termo usado para descrever a arte do Disc Jockey;
  • DISC JOCKEY - É o termo usado para descrever o profissional que anima eventos reproduzindo e misturando músicas. Pode igualmente ser usada a abreviatura "DJ";
  • DIGITAL DJING - É o termo usado para descrever o universo profissional dos DJ's que utilizam plataformas que recorrem a software e/ou controladores midi;
  • SCRATCH - É o termo usado para descrever a técnica de manipulação das músicas onde existe o avanço e o retrocesso com o auxílio da mão do deck e o cross fader provocando ruídos controlados com intuito de trazer maior dinâmica na mistura entre duas ou mais músicas. Usado na sua maioria em Hip Hop e Rap em Gira Discos (Vinyl);
  • SET - Esta é a palavra que descreve a performance Musical do DJ. É usado igualmente para descrever uma gravação de músicas misturadas entre si e sem interrupção entre as mesmas;
  • PERFORMER - Este é o termo usado para descrever o profissional que anima os eventos sejam eles em clubes, rádio, etc. O Dj neste caso é um "performer" ou seja um profissional que se apresenta e anima.
  • PERFORMANCE - É o termo usado para classificar a qualidade da atividade do profissional enquanto está em um trabalho. Uma boa "performance" significa que o Dj tocou com qualidade e soube ser profissional. Pode igualmente ser usado para descrever o comportamento correto e rápido de um equipamento ou software.
  • JOG WHEELS - Usado para descrever a peça circular incluída nos leitores de Cd e nos controladores midi que permite a manipulação da música tal como em um gira discos (Vinyl). A Jog Wheel permite fazer Scratch ou ainda navegar pela música;
  • PITCH - Controlo disponível na zona dos Decks para acelerar ou atrasar a velocidade da música;
  • PITCH FADER - É o botão físico que permite acelerar ou atrasar a velocidade da música;
  • DECK - É o termo utilizado para descrever os gira discos, leitores de cd ou então a região dos controladores de Dj dedicadas à manipulação das músicas;
  • LOOP - Este é o termo utilizado para descrever uma parte selecionada da música que se repete indefinidamente. Os Loops pré configurados trabalham por barras musicais que podem vir desde 32 barras até 1/32 barras;
  • FILTER - É o nome usado para descrever um processo de manipulação do áudio que elimina as frequência agudas ou graves conforme a movimentação do botão que controla o processo;
  • BPM - Este é a sigla utilizada para descrever as Batidas Por Minuto de uma música;
  • SAMPLE - Este é o termo utilizado para descrever uma parte de uma música ou um som que pode posteriormente ser repetido em modo "loop" para mistura em um set ou para produção musical;
  • DOWNLOAD - Designação para a transferência de ficheiros através da Internet;
  • CROSS FADER -  É o controlo disponível em mixers ou controladores midi que permite fazer transições entre duas músicas através da manipulação do volume que resulta em uma fusão mais agradável;
  • FADER - É o termo utilizado para designar os controlos dos equipamentos de Dj que por norma sobem e descem em uma linha vertical ou horizontal como é o caso do volume e do cross fader;
  • VJ - Video Jockey ou Dj que manipula vídeo;
  • BEAT - Batida ou marca do compasso da música;
  • KEY - O termo é utilizado para classificar o tom harmônico de uma música;
  • HEADPHONE -  É o termo utilizado para descrever auscultadores ou fones de ouvido;
  • CASE - É o termo utilizado para descrever uma caixa que protege e armazena os equipamentos;
  • FLIGHT CASE - É semelhante ao termo Case mas descreve caixas mais robustas criadas com o propósito para viagens que impliquem deslocações de avião;
  • TRACK - É o nome usado para descrever uma música;
  • PICKUP -  É o termo usado para descrever os equipamentos usados para a arte do Djing;
  • MIXER - É o equipamento do Dj que controla o volume, equalização e ligações de áudio;
CONCLUSÃO
Vários são os termos utilizados no Cultura de DJ que são retirados da língua inglesa para melhor compreensão dos leitores no sentido em que são termos utilizados universalmente. Desta forma acredito que se os leitores estiverem familiarizados com todos estes termos será mais fácil a pesquisa em sites internacionais ao mesmo tempo em que é possível a integração global com este universo. Espero que esta matéria tenha esclarecido as vossas dúvidas e caso exista algum outro termo que não tenha sido incluído nos deixe nos comentários que incluirei na matéria.

Ficou esclarecido em relação aos termos utilizados no Cultura de Dj?
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LEIA + "OPINIÃO: A Linguagem e os Termos do Djing"

LANÇAMENTO: Serato Dj 1.5.2

Posted by pop On 2:27 PM


SERATO DJ 1.5.2
Mostrando comprometimento com os Dj que escolheram a plataforma Serato como base de seus setups de Digital Djing, a empresa lança agora a versão 1.5.2 do seu software Serato Dj. Esta atualização inclui novos efeitos da iZotope para os Expansion Packs, novos menus navegáveis de efeitos, suporte para o controlador Vestax VCI-100 MKII, Numark MixDeck Quad e para o novo Pioneer DDJ-SB. Além de tudo isso vários erros foram corrigidos e foi melhorada a estabilidade e performance geral do software. Confira em detalhe as novidades a seguir.

EXPANSION PACK - CHIP PACK
O Chip Pack é um novo pacote de efeitos disponível esta versão do Serato Dj e trás os efeitos: Spiral Flanger, Pitch Delay, Chiptunes, Short Circuit, Shifter LoFi, Side Delay, Crush Echo, Particle Delay, Noise Sweep e Noise Synth. O pacote está disponível por US$19 (Dólares Americanos).

NOVO MENU DE EFEITOS
Agora o menu de efeitos do Serato Dj ficou navegável o que significa que quando o usuário abre cada banco de efeitos um menu abre permitindo "deslizar" para cima e para baixo correndo todos os efeitos pré-configurados. Esta opção está disponível não apenas no modo de Efeitos "single" como no modo "multi FX".

SUPORTE A NOVOS EQUIPAMENTOS
O Serato Dj 1.5.2 suporta agora o Vestax VCI-100 MKII, Numark MixDeck Quad e o novo Pioneer DDJ-SB. Para esses controladores que trazem o Serato Dj Intro é possível fazer o upgrade e usar todas as funcionalidades do novo Serato Dj. Para os usuários destes controladores é ainda possível baixar gratuitamente uma versão de avaliação de 14 dias antes de fazer o upgrade.

VÍDEO

O Serato Dj 1.5.2 pode ser transferido diretamente a partir do Serato Dj 1.5 ou através do site da Serato.

Já testou o novo Serato Dj 1.5.2? O que achou da nova versão?
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LEIA + "LANÇAMENTO: Serato Dj 1.5.2"

NOTÍCIAS: Doações ao Cultura de Dj

Posted by pop On 4:56 PM


DOAÇÕES AO CULTURA DE DJ
Depois de meses a ponderar se deveria ou não ter esta postura para com os leitores, resolvi ser totalmente franco com todos os que diariamente acompanham o blog e alimentam a sua permanência através da leitura e partilha das nossas matérias. Antes de mais devo esclarecer que esta decisão não foi tomada de forma leviana e muito menos com segundas intenções. Como todos devem compreender, a matéria diária a que habituamos os nossos seguidores não se resume a perder alguns minutos por dia digitando texto e sim várias horas por dia com pesquisa, avaliações, opiniões, comunicação com fabricantes, esclarecimento de dúvidas de leitores entre outras. Como em todo o projeto essa dedicação pessoal obriga a um comprometimento em prol da comunidade de Dj's de língua portuguesa que de alguma forma acaba preenchendo minha agenda e dificultando cada vez mais uma atividade paralela se pretendo ter o blog sempre em funcionamento.

O PROJETO
O Cultura de Dj é um projeto independente e pessoal que iniciei em 2011 com o objetivo de preencher a lacuna que existia no mercado informativo sobre o Digital Djing em língua Portuguesa. Como rotina, várias horas do dia são passadas lendo matérias, pesquisando histórias, avaliando software e hardware de Djing e preparando cada post do blog. Recentemente foi agregado ao projeto o canal do YouTube onde oferecemos as tão esperadas Video-Reviews que vinham sendo solicitadas pelos leitores. Desde que em Abril de 2013 retomei o projeto com frequência diária, tenho tido pouco tempo para me dedicar a atividades paralelas e que de alguma forma sustentavam financeiramente este projeto que foi iniciado meramente por prazer, tendo em vista a ajuda à comunidade de Dj's que lutam a cada dia para firmar suas carreiras. Nesse sentido e infelizmente estando o projeto estabelecido no Brasil onde não existe uma prática das empresas em recorrer a blogues para fazer promoção dos seus produtos neste segmento, o projeto chegou a um momento onde necessita com urgência de ter capacidade para ter autonomia financeira para continuar. Várias vitórias foram sendo conquistadas nomeadamente ao nível das parcerias, onde finalmente começamos a ter acessos a diversos equipamentos para oferecer os tão esperados reviews aos nossos leitores.


PUBLICIDADE
Alguns já devem ter percebido que abrimos recentemente espaço publicitário na página mas com uma salvaguarda editorial. Havíamos recebido várias propostas publicitárias para o blogue de festivais, festas, shows e boates que de alguma forma seriam a solução óbvia para manutenção dos custos operacionais do Cultura de Dj. No entanto, como o objetivo nunca foi "poluir" visualmente o blog, optamos por abrir o espaço publicitário apenas a empresas de equipamentos de Dj, escolas, agências e empresas de serviços para Dj's. Essa decisão no entanto teve o seu "preço", os anunciantes que já estavam tentando promover seus eventos no blogue acabaram sendo afastados por não se enquadrarem na política editorial de que somos um blog para Dj's e com vertente técnica. Sendo assim ficamos virtualmente muito limitados a potenciais anunciantes.

PATROCINADORES
O Cultura de Dj está no momento tentando obter apoios de instituições ligadas à difusão Cultural no Brasil mas como em todos os processos de patrocínio, as comunicações são demoradas e nem sempre surtem os resultados pretendidos. Sendo assim o Cultura de Dj procura empresas, instituições ou organizações de apoio à Cultura que se queiram associar a nós através da manutenção financeira do projeto. Se existir interesse em promover a dinamização da profissão do Dj de língua portuguesa use o formulário de contato do blog para nos enviar sua solicitação.


DOAÇÕES
Esta foi talvez uma das decisões mais difíceis que já tive que tomar nos últimos meses dentro do Cultura de DJ. Se repararam na barra lateral do Blog encontram agora um botão para doações pelo sistema PagSeguro do UOL. Esta foi a solução encontrada para a manutenção imediata do projeto e que será eliminada logo que exista uma forma do projeto se auto-sustentar via publicidade e patrocínio. Não quero de forma alguma que os leitores interpretem esta minha posição como algo abusivo ou com carácter de obrigatoriedade, pelo contrário, o Cultura de DJ é um projeto de livre acesso ao público em geral e fico eternamente grato por todas as vossas visitas, comentários, partilhas, etc sem qualquer duplo interesse. As doações livres ou seja sem valor fixo, são a solução temporária para que eu possa prosseguir com o projeto sem comprometer todos os custos inerentes ao seu funcionamento. Cada leitor é livre para doar o valor que entender ou não doar. Não existe distinção para mim como editor entre alguém que ajuda financeiramente o projeto e alguém que apenas lê e nos envia suas dúvidas, todos têm a máxima importância para a manutenção do projeto tendo em vista que o projeto não sobrevive sem recursos financeiros mas também não sobrevive sem leitores.  A atenção dedicada aos que nos irão ajudar será a mesma que sempre dei aos que não doarão qualquer valor.

CONCLUSÃO
Esta decisão é algo que como já perceberam não foi fácil de tomar e muito menos de compartilhar com vocês leitores. No entanto, algo que sempre habituei todos os que nos acompanham foi sempre a postura de verdade e frontalidade, seja em relação às matérias em si seja em relação ao projeto, parcerias, etc. Assim sendo, não é possível nestes meses de espera até firmar elos que nos permitam ter capacidade de sustento e autonomia prosseguir sem a vossa ajuda. Apelo á vossa consciência e dentro da vossa realidade pessoal para serem livre de tomar a decisão de doarem a favor da manutenção do projeto. Mais uma vez digo que não pretendo de forma alguma incutir nos leitores a ideia de que para continuarmos é obrigatório que uma doação seja realizada. Vejo esta solução como se de uma assinatura de uma revista digital se trata-se. Vários leitores assinam publicações online onde pagam uma taxa mensal ou anual para ter acesso aos conteúdos e o fazem pelo que a publicação lhes acrescenta ao nível cultural, pessoal e/ou profissional. Da mesma forma acredito que o Cultura de Dj tem oferecido o mesmo aos leitores e assim sendo se os leitores entenderem que somos merecedores do vosso reconhecimento via doação ficarei tremendamente grato pelo vosso apoio. A todos o vosso muito obrigado por fazerem parte do Cultura de Dj.

Para realizar doações* ao Cultura de Dj acesse:




*Sistema de doações apenas disponível no Brasil. Para doações a partir de outros países utilize o formulário de contato.
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O BOTÃO SYNC

O BOTÃO SYNC (USAR OU NÃO USAR?)
Poderia gastar centenas de palavras nesta matéria defendendo ou atacando o tão polêmico botão Sync, mas, prefiro usar uma abordagem diferente e tentar explicar de forma objetiva para que serve afinal o botão sync, quais os benefícios do seu uso e por fim desmistificar o seu uso. Para isso vamos fazer uma viagem ao passado. Quando os primeiros Dj's surgiram usavam como suporte musical leitores de K7 em equipamentos sem crossfader e apenas com botão play e pause. Nessa altura o "beatmatching" era algo pouco conhecido ou usado e só na geração do vinyl foi possível ver essa técnica ser usada com maior precisão. Quando os primeiros leitores de Cd apareceram não existia botão de ajuste de pitch e mais uma vez era o improviso e talento que dominavam as pistas. Quando os "CDJ's" surgiram o pitch fader foi introduzido no uso do Cd e aí voltou a prática comum em toca discos: o Beatmatching (sincronização da batida ou BPM). Nessa altura tudo era feito por ouvido e existia aí uma rotina mecânica que era o acerto do BPM entre duas ou mais músicas. Essa prática, elogiada pelo público na altura, fazia o Dj estar permanentemente acertando as duas músicas e apenas esperando o momento certo para mesclar o som de cada música. Na mesma altura os processadores de efeitos invadem as cabines e o Dj passa a agregar variações de frequência (efeitos) aos seus sets. Com a evolução da tecnologia foi introduzido o contador de batidas (BPM counter) nos CDJ's e nos próprios mixers. Com isso o Dj bastava igualar manualmente o BMP que aparecia no visor, marcar o ponto de início da música (CUE) e esperar o momento para soltar o Play. Isso fez com que o Dj pudesse ter mais tempo para explorar os efeitos e os loops que estavam agora sendo introduzidos nos equipamentos profissionais. Com essa evolução foi percebido o aumento da complexidade dos set's e a riqueza da fusão das músicas na pista de dança.

O BOTÃO SYNC

AS NOVAS TECNOLOGIAS
Com a introdução do Digital Djing no mercado (Software + Controladores Midi), uma nova janela se abriu para os profissionais: a capacidade para remixar ao vivo, fazer mashup's, edit's e pequenas produções tudo em tempo real e tudo com base em improviso (com a devida preparação no estúdio é claro). Ao serem abertas possibilidades virtualmente infinitas, o Dj passou a concentrar sua atenção nas novas funções do Digital Djing enquanto necessitava de mais tempo para poder explorar durante o set todas as novidades de forma intuitiva e imediata.

A FUNÇÃO SYNC
A melhor maneira maneira de descrever a função sync é a de pensarmos em um relógio midi (Midi Clock), um pulso que é emitido em teclados, sequenciadores, baterias eletrônicas e samplers e que permite que o BPM (O tempo) seja mantido igual em todos os equipamentos para que tudo seja sincronizado entre si. De uma forma rudimentar a função sync apenas e só tenta igualar o tempo entre duas músicas. Do ponto em que duas músicas estão em sincronia de BPM até o Dj conseguir fazer um bom set e mixagem há um longo caminho a percorrer. De forma errada a função sync é compreendida como algo que pode ser aproximado de sabotagem profissional, mas na verdade a função sync é algo que produtores e músicos usam há muito tempo e sem qualquer polêmica envolvida.

O BOTÃO SYNC

A POLÊMICA
Um dos argumentos de quem é contra o Sync é que um Dj só é Dj se souber fazer BeatMatching (sincronização do tempo entre duas músicas) por ouvido ou manual. Na verdade isso é importante, mas nunca foi visto em lado nenhum uma imposição para que o Dj saiba usar essa técnica. Na verdade, existe aqui a ideia completamente distorcida de que o Sync é um gênero de "Auto-Mix" quando na verdade o Sync pode fazer o Dj ganhar tempo mas nunca, em tempo algum ele é algo que permita o Dj mixar melhor. Vamos por partes: se a função Sync iguala o tempo entre duas músicas, devemos reconhecer que o Dj terá mais tempo para explorar outras funções. Mas igualar BPM's nada tem a ver com a qualidade do set e a técnica do Dj e por consequência não é igualando o tempo entre duas músicas que o Dj é bom Dj!

A ARTE DO DJING
A arte do Djing vai muito mas muito além da sincronização entre duas músicas. O Dj precisa antes de mais ser um pesquisador: só através de boa matéria prima (músicas) ele conseguirá fazer um bom set. O uso da função Sync em nada contribui para "O fim do Djing" como muitos afirmam. O Dj deve ser capaz de encher uma pista, manter o público animado, fazer a escolha certa das músicas no momento certo, saber fazer boas transições entre músicas, ter a capacidade de oferecer um set estruturado gerando assim seguidores e claro mais contratos de trabalho. Tudo isso é algo que o "Sync" não faz por você. Ele não é uma função mágica que torna qualquer pessoa em um bom profissional.

O BOTÃO SYNC

A ATUALIDADE
É comum ver muitos Dj's afirmarem: "Quem usa o Sync não é um verdadeiro DJ". Francamente esse tipo de afirmação ou posição com alguma revolta (quem sabe infundada ou sem conhecimento de causa), não faz ninguém ganhar nada. Ter esse tipo de posição, não faz com que o Dj tenha mais eventos nem dignifica a classe. Na verdade existe um gênero de estigma de que um Dj para ser bom deve ser aprovado por outros Dj's o que francamente acho curioso uma vez que o cliente do Dj é o público e não necessariamente os outros Dj's. Juntando a tudo isto a Pioneer Dj nome que é tido como referência no Djing mundial, junta precisamente essa função nos seus novos equipamentos e torna também no setup CDJ o Sync como função padrão no Djing mundial. Isto mostra que a tecnologia está disponível e nada tem de errado usar tudo o que ela nos oferece.

CONCLUSÃO
Algo que talvez não seja entendido com clareza é que não é porque as funções existem que somos "Obrigados a usa-las"! Ninguém obriga um Dj a usar o Beatmatching automatizado (O Sync), e só usa quem quer. Mesmo assim não existe qualquer legitimidade em descriminar os profissionais que o usam. Eu pessoalmente uso a função Sync e considero algo útil e que me permite gastar o meu tempo a me preocupar com outros detalhes do meu set. Amo as novas tecnologias e não considero um pecado as usar em meu benefício. Junto aqui um resumo sobre o Sync dos nossos colegas do DJ WORX que resume de forma objetiva a função Sync:
  • O Sync não é mixagem e sim Beatmatching automatizado;
  • O Sync não representa a morte do Djing;
  • O Sync não torna você em um DJ;
  • O Sync não enche a pista de dança;
  • O Sync não faz você ser contratado;
  • O Sync não trás paqueras;
Para finalizar, acredito que é importante relevar que cada um tem direito à sua opinião mas acima de tudo o respeito pelas escolhas dos outros é algo muito mais importante nesta indústria. De nada adianta tentar "marginalizar" o Dj que opta pelo uso do Sync. É uma opção pessoal e não algo coletivo. Também não considero correto muitos Djs usarem a função como um grande segredo. Se você usa porquê esconder? O receio em reconhecer o uso do Sync é algo cada vez mais comum e acreditem existem muitos Djs que defendem a erradicação da função e que secretamente fazem uso constante da função. Afinal o mais importante é o Dj se focar na qualidade da mixagem, na sua técnica e no produto final: o set, e levar alegria às pistas de dança. Na verdade, o público não está minimamente interessado se o Dj usa o Sync ou não, ele apenas se quer divertir!

E você, depois de ler esta matéria o que você acha da função Sync? Você usa a função? Estamos abertos a receber todo o tipo de opiniões seja a favor ou contra desde que devidamente fundamentadas. Comente e participe nesta partilha de opiniões.

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LEIA + "OPINIÃO: O Botão Sync (Usar ou Não Usar?)"


AS PLAYLIST'S E A PESQUISA DOS DJ'S
Nas últimas semanas a blogosfera e os sites da especialidade têm vindo a receber um feedback super negativo relacionado com um futuro lançamento da Pioneer: o KUVO. Lembram quando falamos há alguns meses atrás do Twitter.dj (Reveja a matéria aqui)? O KUVO é semelhante ao Twitter.dj mas de alguma forma "força" os profissionais a partilharem suas playlists nas redes sociais em tempo real, uma vez que é o clube que acaba controlando as informações que são passadas para a web enquanto o dj apenas pode acrescentar comentários a cada informação compartilhada. Enquanto o Twitter.dj é um aplicativo que interage com os softwares de Dj e lê as tag's das músicas e posta a playlist do set dentro da própria rede, o KUVO, é nada mais do que uma box que se conecta aos equipamentos do Dj via cabo Ethernet e que emite para um roteador as informações diretamente para os usuários do clube e a própria web. Diferenças à parte, o Twitter.dj tal como já comentei anteriormente é uma excelente ferramente para os Dj's poderem usar como fonte de pesquisa uma vez que a rede foi criada principalmente com o objetivo da partilha entre profissionais. O KUVO por sua vez tem uma visão mais generalizada e que tem foco no público final. 

A PARTILHA
Esta partilha de temas com o público, tem claramente um intuito comercial no horizonte. Enquanto no passado as Playlist's eram algo quase "secreto" e dificilmente o público tinha acesso ao nome do artista e o nome da música, hoje isso é algo inerente à experiência social. Cada vez mais vemos o público curtir menos o set e mais preocupado em compartilhar o evento ou poses fotográficas no Instagram, Facebook, Twitter e todas as outras redes sociais. Com isso, a partilha das playlist's torna-se algo viral mas nem por isso algo que aumenta a bagagem cultural do público. Por isso mesmo, existem profissionais que se recusam a compartilhar os temas que tocam em seus sets baseados no velho ditado: "O segredo é a Alma do Negócio". Afinal, o público tendo menos informação que o faça distrair durante o set do Dj, poderá usufruir de forma mais completa do que realmente importa: o ambiente e a experiência musical. Da mesma forma isso permite que o Dj possa manter em segredo (pelo menos imediato) aquilo que o diferencia dos outros profissionais e continuar sendo contratado pela experiência única que oferece.


A PESQUISA
Algo que está se tornando cada vez mais distorcido é o conceito de pesquisa musical do Dj. Tal como qualquer outro profissional ligado às artes, o Dj encontra na pesquisa o seu maior aliado para conseguir criar bibliotecas interessantes e lúdicas. O problema é que com a crescente popularidade da EDM (Electronic Dance Music) hoje são muitos os Dj's que baseiam sua pesquisa a uma rotina no mínimo curiosa e que de alguma forma acaba tornando a experiência do público menos rica e mais vulgar. O Dj pesquisa nas tabelas (Charts) das rádios ou de sites e revistas especializadas o Top 10, 50, 100 ou derivados e faz um literal "copy / paste" (copiar / colar) para o seu computador, baixando posteriormente os temas dessas listas. Na prática o que o público irá ouvir é exatamente o mesmo que ouve durante o dia nas rádios. Esta prática gera algo curioso e que infelizmente já não é recente: o Dj pela popularização da profissão tornou-se um "reprodutor de êxitos" e não o agente cultural que era antigamente.

O DJ ENQUANTO AGENTE CULTURAL
Tal como no cinema, teatro, pintura, dança, etc, o público aumenta sua base cultural através de novidades. Ou seja, é através do "consumo" de algo novo que o público aumenta sua bagagem cultural e usufrui de novos conceitos e novas expressões artísticas. O Dj sempre teve um papel semelhante na sua raíz, ele era o personagem principal para os lançamentos dos vários produtores e músicos. As novas músicas chegavam primeiro à pista de dança e só posteriormente às rádios o que permitia uma experiência única e extremamente rica do público que ficava deliciado pela verdadeira "injeção cultural" que levava em uma noite com um bom Dj. Para isso, não só o Dj era o principal receptor de "promos" das várias editoras e artistas independentes como ele era o fomentador das várias sub culturas musicais das pistas. O Dj era ainda acima de tudo um "líder de opinião" e as visitas constantes às lojas de música ou já na internet a editoras independentes e novos artistas eram prática comum no seu dia a dia. A seleção musical do Dj era acima de tudo eclética e variada, sem favoritismos e baseada acima de tudo na "vibe" que ele oferecia ao público durante o seu set. Infelizmente, hoje em dia tudo mudou e não necessariamente para melhor. Hoje quase é impossível distinguir os vários Dj's do segmento comercial. Ouvir o Dj "A" ou "B" acaba sendo quase igual: as músicas são as mesmas e a ordem muitas vezes é também semelhante. Por isso mesmo é difícil encontrar fidelidade nos produtores, empresários e mesmo o público. Se 2 profissionais tocam virtualmente a mesma coisa será difícil que um deles se consiga destacar e firmar sua carreira (por isso mesmo muitos Dj's recorreram à produção como forma de obter o necessário destaque para a solidificação da carreira).


O PRESENTE
Atualmente, a profissão de Dj popularizou-se de forma absurda e é comum escutar de um adolescente que seu "sonho" é ser Dj. A fama exacerbada de alguns "bons Dj's" do passado tornou-se além de extremamente vulgar algo que é interpretado como "vida de Pop Star" e isso tem permitido que vários novos Djs se juntem à arte pelos motivos errados. Ao contrário da paixão pela música, pela cultura, pelas artes e pelas tribos urbanas, os Dj's procuram a tal fama e tudo o que ela proporciona sem preocupação com as bases em que assenta a profissão de Dj. Com isso, a seleção musical está cada vez menos abrangente e a própria indústria força os Dj's a tocarem "mais do mesmo". Sendo assim é lamentável que se tenha perdido o elemento mais importante na minha opinião enquanto consumidor de música eletrônica na pista: o elemento surpresa!

O FUTURO
Felizmente, vários são os profissionais que fartos da competição desleal entre os Dj's comerciais estão voltando às origens e procurando vertentes musicais que gostam e defendem cada vez mais. Esses mesmos podem ser considerados "excepção à regra" (eu incluído) e buscam oferecer playlist's mais ricas e diversificadas, repletas de novidades e temas já com alguns anos mas que nunca obtiveram sucesso na linha "main stream". Talvez por isso mesmo, essa nova classe de profissionais não tem sua agenda preenchida como gostaria e aguarda pacientemente a mutação do mercado que aos poucos busca algo "novo" para oferecer ao público ("Old School" Style). Talvez em breve seja possível escutar novamente na pista temas inéditos que deixam o público "salivando" e pedindo mais, talvez seja ainda possível testemunhar a volta do efeito surpresa, a volta da verdadeira experiência cultural do Djing. Enquanto esperamos, o certo é assumir de forma bem definida a nossa posição, estilo e linha musical de forma a podermos estar munidos das ferramentas necessárias para a volta da diversificação musical e das novas tribos urbanas.

E você o que acha sobre as atuais Playlist's dos Dj's?
Concorda com a partilha dos temas do seu Set?
Como você faz a pesquisa para os seus Set's?

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LEIA + "OPINIÃO: As Playlist's e a Pesquisa dos Dj's"

OPINIÃO: Qual é o seu Setup?

Posted by pop On 12:17 PM


QUAL É O SEU SETUP?
Ao longo dos últimos meses, uma questão tende a surgir sempre que estou escrevendo novas matérias para o Cultura de DJ: Qual será o Setup dos nossos Leitores? Pois bem, hoje vamos fazer um pedido a todos os leitores do Cultura. Enviem uma foto do vosso setup para: luistfashion@gmail.com com o assunto: Setup - Cultura de Dj. Juntem o vosso nome de Dj, cidade, país e a descrição do vosso setup. Iremos publicar uma matéria com todas as fotos dos nossos leitores. Dessa forma eu (editor), terei uma melhor noção do tipo de matérias que vocês mais precisam ao mesmo tempo em que poderemos perceber quais as marcas preferidas nos países de língua portuguesa pelos Digital Djs. Não importa se você usa apenas um controlador midi de nível iniciante o que importa é partilhar com a comunidade e dessa forma estimular a troca de experiências entre os leitores. Se preferirem podem ainda partilhar diretamente no nosso Facebook nos comentários da foto da matéria.

Fico à espera das vossas fotos para futura publicação.
Faça parte, o Cultura de Dj é feito por você e para você!

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LEIA + "OPINIÃO: Qual é o seu Setup?"


SETUP DIGITAL EM AMBIENTE DE CLUBE
Vários leitores nos têm enviado e-mail's questionando sobre como configurar o seu setup digital quando chegam em um clube com setup analógico. Hoje vamos abordar os mais comuns setup's de clube de forma a tornar mais simples a montagem do equipamento do Digital Dj. A maior parte dos clubes hoje em dia possuem 5 elementos "fixos" na cabine de DJ: Um mixer analógico e 4 CDJ's. Para os Dj's que usam controladores midi "all-in-one" ou modulares esta configuração acaba gerando a dúvida de como integrar ambos os "mundos" de forma rápida e sem a necessidade de retirar material da cabine.


1º SETUP
O setup mais comum que junta o analógico e o digital é o uso de DVS (Digital Vinyl System) ou seja um emulador analógico controlando o software. O Dj conecta o seu computador com o software da sua preferência a um interface de áudio e conecta o mesmo ao mixer do clube. Nessa situação, todas as fontes de áudio dos CDJ's ou Gira Discos são roteadas através do interface de áudio e é a partir dele que são feitas as conexões ao sistema de som do espaço. Aí o Dj não usa qualquer equipamento próprio e sim o equipamento disponível no espaço. Em caso de compatibilidade midi dos CDJ's ele pode ainda conectar um cabo USB diretamente dos leitores de Cd ao computador e assim mapear os vários controlos do equipamento para manipular partes do software.


2º SETUP
O setup cada vez mais usado nos clubes passa pela configuração do "1º SETUP" adicionando controladores modulares para controlar outras funções do software como efeitos, loops, etc. Aqui encontramos o popular "Kontrol X1" da Native Instruments como o "rei" da cabine. Esta é uma solução prática e rápida enquanto o Dj continua usando o Setup do Clube em modo de emulador (DVS). Em ambos os casos o modo de mixagem é externo ou seja "External Mixing Mode" onde o sinal é enviado através do interface de áudio ao mixer e a equalização é feita de forma analógica. O sinal do Master volta para o interface de áudio e é convertido em Digital diretamente para o sistema de som do espaço.


3º SETUP
Esta é uma das outras configurações possíveis com o novo tipo de mixers híbridos que não deixam de ser analógicos mas que possuem interface de áudio digital integrado. Aqui, os equipamentos analógicos são conectados diretamente ao mixer e o sinal é roteado dentro do próprio mixer diretamente para o sistema de som do clube. Caso o clube não possua um mixer deste tipo, o normal é o master ser conectado à mesa de som do clube ou a um mixer pré configurado do clube onde todos os níveis estão já pré configurados para o espaço. Aqui aconselhamos a que todos os níveis sejam colocados em posição neutra e fazer qualquer ajuste necessário no nosso próprio mixer ou diretamente no software.


4º SETUP
Este é o setup preferido de quem usa o digital no seu máximo potencial. Controladores "all-in-one" e modulares se complementam em um setup já pré configurado para as preferências do Dj. Aqui todos os controlos já foram pré mapeados e o Dj se sente familiarizado com o equipamento. Neste tipo de setup o master sai do controlador que por norma possui interface de áudio integrado e é conectado diretamente ao sistema de som do clube. Caso exista uma mesa de som do clube ou mixer já pré configurado podemos conectar o master do nosso controlador diretamente a um dos canais da mesa ou do mixer nos níveis neutros e fazemos os ajustes necessários no controlador ou no software.

CONCLUSÃO
Em qualquer uma das configurações que falamos acima, é possível usar o setup já existente parcial ou totalmente para que não seja necessária a retirada de equipamentos da cabine. Aí é possível que a transição entre os vários Dj's da noite seja feita de forma mais tranquila e sem a necessidade de muitos ajustes. Sabemos que por vezes o espaço das cabines é limitado e por esse motivo é sempre relevante ter um setup flexível e que se possa adequar às várias situações que podemos encontrar. Neste caso torna-se importante que o Dj tenha preparadas várias alternativas de setup desde o DVS até ao setup de controladores midi completo. Com a flexibilidade dos equipamentos dos clubes de hoje, é possível que o Digital Dj cada vez tenha uma integração mais simples do seu próprio setup nos vários espaços.

E você, qual o tipo de setup que usa com maior frequência em ambiente de clube?
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LEIA + "TUTORIAL: Setup Digital em Ambiente de Clube"


O ESTILO MUSICAL QUE DEFINE OS DJS
O Cultura de Dj realizou uma pesquisa online entre os leitores com a pergunta "Qual o Estilo Musical que o Define como DJ?". A pergunta, poderia ter duas interpretações diretas e foi precisamente por essa dualidade que a formulamos dessa forma. Dois tipos de respostas seriam possíveis, o estilo musical que o Dj toca em seus eventos ou o estilo musical que mais prazer dá ao Dj tocar. Sabemos de antemão que nem sempre o Dj toca o estilo que mais gosta para se adequar aos eventos e ao público. Por outro lado, tem sido crescente o número de Djs que se especializa em determinado estilo musical e que é solicitado para eventos por essa mesma escolha. Vamos observar quais foram as preferências dos leitores do Cultura de Dj enquanto tentamos perceber tendências e comportamentos.

RESULTADOS DA VOTAÇÃO
1º Disco House - 14% dos Votos
2º EDM (Geral) - 12% dos Votos
3º Soulful House - 11% dos Votos
4º Tech House - 10% dos Votos
5º Electro/Progressive - 9% dos Votos
6º Techno - 8% dos Votos


TENDÊNCIAS
Partimos do princípio que todo o Dj ama seu trabalho e com isso ama o estilo ou estilos musicais que toca. Segundo esse princípio, é possível observar vários novos comportamentos no que respeita aos estilos musicais e o tipo de eventos que o mercado consome neste momento. Dentro do universo de Djs de língua Portuguesa, encontramos de forma surpreendente o Disco House em 1º lugar na votação. Isto significa que os estilos menos "mainstream" estão a destacar-se entre os Djs. O Disco House, no ano de 2013, teve um aumento significativo na escolha dos Djs talvez como uma consequência natural ao gigantesco "buzz" que existiu à volta do novo trabalho do duo francês "Daft Punk" (pode conferir a matéria de opinião sobre esse álbum aqui). Esse lançamento, fez com que o estilo de "grooves" dos anos 70 voltasse às rádios e naturalmente às pistas. Com esse fenômeno, vários artistas de estilo semelhante começaram a obter destaque nas playlists dos Djs um pouco por todo o mundo. O Revivalismo é algo cíclico e em voga cada vez mais e, é comum vermos estilos marcantes de décadas do passado surgirem com nova abordagem invadirem as pistas de dança. Com isso, e juntando o 3º lugar da votação que destacou o Soulful House, vemos que o estilo musical que os Djs mais procuram ou tocam está a transformar-se cada vez mais. Composições mais harmônicas, estruturas vocais mais relevantes, instrumentação mais variada e graves mais dinâmicos são procurados como uma alternativa ao formato atual da EDM mais "pop".


REFLEXÃO
O estilo mais "pop" da EDM conseguiu o 2º lugar da votação e isso deve-se principalmente aos profissionais que fazem o circuito noturno de clubes ou espaços direcionados para um público generalista e não segmentado. Por outro lado, o facto dos estilos com base Soul em conjunto somarem 25% dos votos (Disco House e Soulful House), também indica que o tipo de eventos onde a figura do Dj só por si é um destaque estão a mudar e a crescer cada vez mais. Isso pode ser explicado pelo número crescente de eventos semanais tipo "Sunset" ou então eventos privados onde se pretende que os convidados (ou clientes) possam socializar mais entre si. O facto de vermos este número crescente significa que o público não só espera que um Dj possa animar a pista de dança, como também possa oferecer a "banda sonora" de momentos de descontração e de reunião com os amigos em espaços mais informais e relaxantes. O Electro e o Progressive ainda encontram alguma popularidade com 9% dos votos mas, outros dos estilos que quando combinados representam um número de maior relevância são o Tech House com 10% dos votos e o Techno com 8% dos votos. Totalizando 18% dos votos, podemos observar uma nova tendência, o conceito mais "underground" está a voltar com maior força e existe um público bem segmentado que consome este tipo de som. Isso é cada vez mais relevante inclusive em grandes festivais onde vemos nomes algo adormecidos no panorama musical no últimos anos voltarem ao top e encontrarem uma verdadeira legião de seguidores. Outros estilos mais passageiros como o Dubstep (que obteve 3% dos votos) estão aos poucos a perder destaque e são o que podemos classificar como estilos de tendência ou seja, estilos que encontram um pico e que rapidamente decrescem de popularidade.


CONCLUSÃO
Perante os resultados obtidos podemos encontrar várias conclusões. A primeira é que o Dj já não é uma figura apenas e só de "balada" ou da noite. O Dj tem um papel cada vez de maior relevância na sociedade e passa a aparecer em eventos diurnos com maior frequência. O Dj em si, está em busca de estilos menos mecânicos e mais orgânicos e isso é perceptível mesmo nos clubes. O tempo em que os temas das playlists dos Djs eram semelhantes entre si, resultantes de uma "fórmula mágica" que vários produtores seguiam religiosamente, está a perder importância e cada vez mais Djs e público procuram elementos mais requintados e criativos nas músicas. Acreditamos que estamos a assistir a uma nova geração de matéria prima (músicas) que serão menos tendência e mais intemporais. Talvez seja possível afirmar que muitos dos temas de destaque que estão surgindo neste momento, terão um "prazo de validade" mais extensivo e não serão tão passageiras como os estilos predominantes dos últimos 3 anos. Com isto, entendemos que o mercado está mais competitivo enquanto o público está aumentando o seu grau de exigência, solicitando que o Dj faça seleções mais cuidadas de músicas e que elas possam trazer mais e melhor conteúdo para os eventos. Por outro lado, a ascendência do Tech House e do Techno deixa no ar a volta dos eventos tipo "rave party" que se popularizaram nos anos 80 e que tiveram seu auge entre 1996 e 2000. Quando falamos do conceito "rave party", vários outros sub-estilos podem surgir agregados ao conceito como o Trance, Acid House, Dub, etc. Enquanto ainda não é possível perceber um verdadeiro aumento desse formato, vemos cada vez mais, surgirem clubes especializados em estilos mais alternativos e com isso Djs enveredando por um estilo único e que lhe permite destaque maior no mercado. Para terminar, acreditamos que o mundo do Djing está em mutação e o público tem sido o principal causador dessas mudanças. Cada vez mais o público procura eventos que possam trazer memórias nas suas vidas e o Dj é um dos personagens principais nesse cenário. Com tudo isto, fica claro que o clima fantástico que se vivia no Djing entre 1996 a 2002 está a voltar com cada vez maior força aumentando assim a diversidade cultural e a importância da figura do Dj na sociedade. Estamos a perceber que existe novamente receptividade por parte do público em ouvir novidades musicais e a deixar que seus ouvidos sejam educados pelos Djs. Com isso não será difícil em breve ver novamente o Dj como figura de destaque para apresentação de novas músicas ao contrário do que acontece nos dias de hoje. Com isso o grau de exigência aumenta e torna-se essencial que o Dj seja cada vez mais profissional ao mesmo tempo em que a função de pesquisador musical se torna um atributo de destaque e diferenciação entre os profissionais.

E você, o que achou dos resultados?
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LEIA + "OPINIÃO: O Estilo Musical que Define os Djs"


O MELHOR SOFTWARE DE DIGITAL DJING
O Cultura de Dj realizou uma pesquisa entre os seus leitores na tentativa de perceber qual a tendência dos Djs de língua Portuguesa no que respeita à escolha do melhor software de Digital Djing. Vários foram os leitores que participaram na pesquisa e agora iremos revelar os resultados, ao mesmo tempo que iremos refletir sobre quais as conclusões possíveis de retirar dos resultados.

SOFTWARE EM PESQUISA
Foram vários os softwares incluídos como opções de resposta na pesquisa. Entre as várias soluções encontrávamos: Traktor Pro 2, Traktor Scratch Pro 2, Serato Dj Intro, Serato Dj, Serato Itch, Serato Scratch Live, Virtual Dj Pro 7, Deckadance, Ableton Live, Mixvibes Cross Dj, One Dj, djay e Torq 2.


RESULTADOS
1º Lugar - Traktor Pro 2 - 42% dos Votos
2º Lugar - Virtual Dj Pro 7 - 25 % dos Votos
3º Lugar - Serato Dj - 12% dos Votos
4º Lugar - Traktor Scratch Pro 2 - 10% dos Votos
5º Lugar - Serato Scratch Live - 5% dos Votos

TENDÊNCIAS
É possível perceber por estes resultados que a predominância do software da Native Instruments Traktor Pro 2 é muito relevante nos Dj's de língua Portuguesa. O recente aumento de funcionalidades, os Remix Decks e os potentes Efeitos são alguns dos destaques que o fazem sobressair entre as restantes opções no mercado, tendo obtido a 1ª posição da nossa pesquisa. O Virtual Dj Pro 7 por sua vez, teve uma queda em 2012 e voltou a subir na preferência dos nossos leitores pela abordagem mais profissional que o software vem demonstrando, o que lhe garantiu a 2ª posição na votação. É relevante também destacar que como o Virtual Dj Pro 7 tem a integração de vídeo, ele acaba correspondendo às expectativas de Dj's e Vj's. O Serato Dj destaca-se na 3ª posição muito devido ao amadurecimento do software. Com o recente anúncio por parte da Serato da integração de sistemas DVS no software, acreditamos que existirá uma migração dos votos do Scratch Live para o Serato Dj no próximo ano. Na 4ª e 5ª posição encontramos versões de software direcionadas para DVS. Mais uma vez a predominância da Native Instruments foi notória tendo a Serato com o seu Scratch Live caído bastante na preferência dos Dj's.


REFLEXÃO
É notório que a Native Instruments abordou a comunicação dos seus produtos em 2013, apostando no destaque de artistas do Ranking Mundial que usam o seu software. Inconscientemente o Dj segue a tendência dos artistas que admira e respeita profissionalmente e acreditamos que o Traktor Pro 2 obteve uma posição destacada na votação não necessariamente por ser "o melhor" mas sim por ser cada vez mais "padrão da indústria". Sem dúvida que ver o software da Native Instruments nas cabines dos melhores clubes e eventos do mundo, o torna apetecível para os Dj's desde o nível iniciante até ao nível profissional. As possibilidades do software são quase infinitas e acabamos por raramente usar todas as funcionalidades à nossa disposição. O Virtual Dj por sua vez, mostra que a parceria da Atomix com vários fabricantes de controladores de Dj é eficaz. O Dj recebe juntamente com o seu equipamento a versão LE (Limited Edition) e quase sempre faz o upgrade para a versão Pro. Justifica-se também a posição obtida na votação pelo aumento dos mobile dj's que hoje em dia juntam frequentemente as funções de Dj e Vj nos seus eventos. Desta forma, o Virtual Dj Pro é o software que maior confiança obtém nestes "multi artistas". Por sua vez o Serato Dj vem crescendo ao longo do último semestre de 2013. Anteriormente a Serato era uma empresa conhecida apenas e só pelo seu Scratch Live. Como o número de Dj's de Hip Hop, R&B e Rap em língua Portuguesa não é expressivo, vemos os usuários que votaram no Serato Dj como novos usuários que estão buscando alternativas profissionais e descobrindo todas as potencialidades do Serato Dj com destaque para as versões 1.2.0, 1.3.0 e agora a mais recente 1.5.0 que agrega também o DVS. Isto significa principalmente que o Serato Dj está sendo usado por Dj's do segmento intermediário e profissional pois é neste perfil de controladores que vem incluído o software.


CONCLUSÃO
Talvez pela forma agressiva de comunicação da Native Instruments em 2013, que conta agora além do software principal o Traktor Pro 2, do app Traktor Dj para iOS e de uma completa linha de Hardware que oferece controladores all-in-one, controladores modulares e interfaces de áudio, seja justificável a votação bastante expressiva dos nossos leitores. Tal como já referimos anteriormente, o Traktor Pro já se tornou "padrão da indústria" um pouco por todo o mundo e sem dúvida é o software mais encontrado nas cabines dos melhores clubes e eventos. Por isso mesmo existe a associação do nível profissional ao Traktor cada vez com maior relevância global. A Atomix, tenta criar um buzz à volta do Virtual Dj Pro 8 que deverá ser lançado até ao final de 2013, prometendo uma solução programada quase de raíz com uma visão mais madura e profissional do software. Com isso o número de usuários já de vários anos do Virtual Dj tende a manter-se no futuro. Concerteza que os Dj's que estão começando agora verão o Virtual Dj Pro como um software menos complicado para começar enquanto oferece estabilidade e qualidade superior. A Serato por sua vez está apostando todas as suas fichas no novo Serato Dj enquanto solução única da empresa e que agrega agora o público alvo do seu Scratch Live. Se existirá a migração dos usuários do software para DVS da empresa para o novo Serato Dj é difícil de prever mas concerteza que o Serato Dj irá tentar deixar de ser um software dedicado a um nicho de mercado e deverá tornar-se (pelas novas funcionalidades) um software global e que poderá tornar-se também "padrão da indústria".

E você, quais as conclusões que tira desta votação?
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LEIA + "OPINIÃO: O Melhor Software de Digital Djing"

OPINIÃO: Quando Posso Ser Chamado de DJ?

Posted by pop On 12:25 PM

SER CHAMADO DE DJ?

QUANDO POSSO SER CHAMADO DE DJ?
Quando o Cultura de Dj deu os primeiros passos em 2011, existia claramente uma vertente profissional "contra" os Digital Djs. Ao longo destes dois anos, tentei descobrir a origem desse sentimento de revolta por parte da geração que antecedeu o uso dos softwares e dos controladores midi no Djing. O que descobri, vai muito além da polêmica do "auto-play", do botão "sync", das "waveforms", dos "computadores" e dos "controladores midi". Descobri, que a raiz de todo o problema envolve principalmente o nome "DJ". Vamos tentar desmembrar tudo o que envolve este assunto que tanto desuniu a classe nos últimos anos.

O QUE É UM DJ?
Pela definição crua, o Disc Jockey, é um profissional que seleciona e roda diferentes músicas, previamente gravadas para um determinado público alvo, trabalhando seu conteúdo por mesclagem ou mistura (mixagem) resultando em um set. O termo, foi criado primeiramente para descrever a figura do locutor de rádio que tocava discos nas emissões. O nome futuramente foi encurtado para DJ. Mas, nos dias de hoje o que é um "DJ"? O termo, pode encontrar várias variações que se agrupam na mesma nomenclatura. DJ pode ser o tradicional "Disc Jockey" mas, hoje em dia (e cada vez mais) representa "Digital Jockey" pelo uso da matéria prima (músicas) em formatos digitais.

SER CHAMADO DE DJ?

A CULTURA DE DJ
A profissão ou atividade começou de forma "underground", onde os profissionais aperfeiçoavam técnicas em vinyl que incluíam a sincronização da batida manual (por ouvido), o uso do crossfader para transições e o mixer como instrumento de equalização e mesclagem musical. Aos poucos, os profissionais foram criando a verdadeira "Cultura de Dj" em clubes alternativos, onde essencialmente o experimentalismo era dominante. Os mais habilidosos sobre o ponto de vista técnico, começaram a passar a sua experiência a outros profissionais (os primeiros professores de Djing) e, rapidamente começaram a surgir as várias sub-culturas ou dominâncias musicais. Do disco ao funky, do chicago house ao deep house, do electro ao progressive, a música começou a ser cada vez mais variada e foi evoluindo até aos nossos dias.

O DJ DIGITAL
Assim como existiu a evolução do vinyl para o cd (evolução essa que encontrou bastante resistência dos DJ's mais tradicionais), a evolução do cd para os formatos digitais para uso com software representou mais um marco na história da arte do djing. Aos poucos, vimos quase todos migrando para a nova tecnologia, enquanto vários elementos do passado eram mantidos (exemplo disso são os setups baseados em DVS - Digital Vinyl Systems). Mas, se a evolução tecnológica é algo natural (mesmo que a sua implementação seja sempre recebida com alguma resistência), porque é que os Djs nascidos na era Digital encontram tanta dificuldade em ser reconhecidos? A resposta é simples: Porque não sabem qual o tempo certo para se começarem a chamar de DJs.

SER CHAMADO DE DJ?

A POPULARIZAÇÃO DO DJ
Desde que o Cultura de Dj começou a sua busca diária pela indústria, percebemos que muitos jovens apaixonados pela música eletrônica, buscaram entrar no mundo do Djing. A popularização da música eletrônica e, a constante confusão entre produção e djing (algo que tomou maiores proporções a partir do momento em que a música eletrônica se tornou no "novo pop"), fez com que ser DJ seja o desejo de milhares de jovens em todo o mundo. O problema, é que com o surgimento dos softwares, existiu a facilidade do acesso ao universo do djing sem que antes tenha sido compreendido o verdadeiro significado da palavra DJ. Em vários eventos que participei ao longo destes anos, foi muito comum estar a tocar e vir alguém abordar a cabine e dizer: "eu também sou DJ", algo que não acontecia no passado. O que observamos é o uso inadequado da palavra DJ que hoje em dia está cada vez mais vulgarizada. É comum vermos um jovem transferindo a versão gratuita de um software, instalar no seu notebook e de imediato se auto intitular "DJ", criar página no Facebook, criar canal no Youtube, Soundcloud, etc. É esse tipo de atitude precoce que os Djs já consagrados criticam e sejamos honestos, com toda a razão e legitimidade.

O TEMPO CERTO PARA NOS CHAMARMOS DJ
Como em qualquer atividade profissional ou ocupação que trás remuneração, existe a necessidade de aquisição de técnica, experiência e muito treino antes de nos podemos auto intitular DJs. Seria mais simples se, à semelhança do que acontece em outras profissões, existisse uma prova ou diploma que nos habilitasse ao título. Poderíamos dizer que você só é Dj quando toca no primeiro evento pago (o que não seria errado) mas, preferimos recomendar que aguarde ter o seu setup, ter boa técnica, experiência, prática e acima de tudo horas e horas de treino. Não interprete de forma errada, se você tem a capacidade para escolher músicas, mesclar as mesmas e fazer um set em frente a um público (físico ou virtual), na teoria poderia ser chamado de DJ mas, pela experiência que temos, você deverá esperar o momento certo sem que para isso esteja de alguma forma desrespeitando quem já faz parte há muitos anos e demorou muito a construir carreira. Não vulgarizar "o nome DJ" e sim dar valor à arte e profissão, é o primeiro passo para ser respeitado e reconhecido. Acredite que não tem nada melhor que ouvir um Dj Profissional chamá-lo de DJ. Esse é o "batismo" da praxe. Ser reconhecido por alguém atuante no mercado é uma das melhores sensações que irá ter (caso leve a profissão a sério). Espere que os outros profissionais e o público lhe reconheça o título e evite forçar esse acontecimento. Afinal o tempo certo para nos chamarmos DJ é quando somos profissionais.

SER CHAMADO DE DJ?

CONCLUSÃO
Para evitar sentir na pele o preconceito que existe pela imaturidade e promoção precoce, evite a criação imediata de página de Dj nas principais redes sociais. Este é o primeiro passo no caminho certo. Toda e qualquer presença física ou virtual do respeitado título de Dj de forma errada irá prejudicar sua carreira. Produtores, Clubes, Agentes, Djs e Público constantemente buscam informações sobre a pessoa que estão contratando ou fechando parceria. E afinal antes de ser Dj o que sou? Antes de ser Dj você pode se classificar como um "entusiasta musical", aí não correrá riscos pois no fundo o início é nada mais do que a descoberta de todo o universo da profissão. Por isso mesmo, antes de ganhar a tão desejada experiência evite grande promoção de seu trabalho. Como muitos diriam ser Dj não é apenas ter o "Virtual Dj Free" instalado em seu notebook.

E você? Quando acha que é o momento certo para sermos chamados de DJ?
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LEIA + "OPINIÃO: Quando Posso Ser Chamado de DJ?"

TUTORIAL: O Melhor Notebook para Djing

Posted by pop On 4:46 PM

NOTEBOOK PARA DJING

O MELHOR NOTEBOOK PARA DJING
Vários leitores nos têm enviado e-mail's e mensagens privadas no Facebook com uma pergunta que se repete constantemente: Qual o notebook que devo comprar para djing? Pois bem, se existisse uma resposta única, seria simples podermos recomendar o modelo e marca "A" ou "B" mas, como existem no mercado cada vez mais opções, vamos tentar deixar alguns pontos importantes para o ajudar na compra de um bom notebook para Djing.

1º TESTE O NOTEBOOK QUE VOCÊ JÁ TEM
A maioria dos Djs que está começando no Digital Djing, tem a ideia errada de que é "obrigatório" comprar um novo equipamento, a resposta é não! Se o seu notebook tem por exemplo 1 a 2 anos, ele provavelmente é um excelente candidato para primeiro notebook para Djing. Antes de investir um valor absurdo no modelo "da moda" otimize o notebook que já tem em casa e corra o seu software preferido nele. Provavelmente irá funcionar sem problema algum. Poderá consultar o tutorial "Como Otimizar o Pc para Djing" para o ajudar.

NOTEBOOK PARA DJING

2º ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDADAS
Existem especificações mínimas recomendadas pelas empresas que desenvolvem os vários softwares que juntando todas encontramos facilmente uma média que deverá ser seguida para melhores resultados:
PC - Windows 7/8 - Processador Intel Core 2 Duo 2.0 GHz ou AMD Athlon 64 X2 - Memória Ram de 4 GB.
MAC - OSX 10.7/10.8 - Processador Intel Core 2 Duo - Memória de 4 GB.

3º TAMANHO DA TELA E RESOLUÇÃO
Uma das coisas mais importantes quando escolhemos um notebook para Djing é o tamanho da tela. É comum vermos Djs usando notebooks, especialmente MAC's com telas de 13" o que é péssimo para Djing. Muitos escolhem esses notebooks de tela pequena apenas pelo fator preço (no caso da compra de um MAC) mas rapidamente se arrependem pela dificuldade que existe na visualização de todos os componentes gráficos do software. Aqui acreditamos que telas de 15" são o ideal para Djing com resolução mínima de 1024 x 768. Outros com certeza irão preferir telas de 17" o que é difícil encontrar no Brasil. Lembre-se apenas que quanto maior for a resolução da tela (em especial as HD) menores serão os elementos gráficos do software. Apesar disso é possível alterar a resolução para que os elementos fiquem maiores na tela (no caso das HD).

NOTEBOOK PARA DJING

4º PC VS MAC
Esta é uma questão delicada para aconselharmos os leitores. Existem os que não dispensam do MAC e existem os que não estão dispostos a pagar fortunas por esse padrão. Uma coisa é clara, apesar de ser comum vermos os Djs usarem MAC, 2/3 dos Djs em todo o mundo usam PC. Não é difícil encontrar um notebook com sistema Windows com as especificações máximas da indústria informática, por uma fração do preço de um macbook pro. Aqui, o seu orçamento é que irá definir qual a plataforma ideal para o seu equipamento de Djing. Devemos deixar claro que MAC não é melhor que PC e vice-versa. Cada sistema operativo tem suas característica e ambos dão problemas de travamento, erros nos drivers, chiados de som, etc. A maior parte das vezes tudo tem a ver com a otimização do sistema operativo e as configurações do software de djing e drivers dos controladores. Se tudo estiver configurado conforme as especificações dos fabricantes, qualquer uma das plataformas é boa para Djing.

5º CONSTRUÇÃO E ACABAMENTO
Hoje em dia é comum vermos os fabricantes preocupados com o sentido estético dos equipamentos mas nem sempre isso é bom para o Djing. Procure equipamentos de construção robusta e sempre que possível com estrutura metálica. Notebooks com acabamento plástico por norma possuem maior vulnerabilidade no transporte enquanto seus componentes estão muitas vezes mais expostos que em equipamentos tipo "ultrabook".  O peso é outro dos fatores importantes a considerar. Se você não é residente e faz muitos "gig's" em localizações diferentes escolha um notebook que seja fácil transportar. Não é muito relevante o tamanho e sim o peso neste ponto.

NOTEBOOK PARA DJING

6º CONECTIVIDADE
Uma das características que muitos Djs esquecem quando compram um novo notebook é relacionada com a conectividade. No Digital Djing, as entradas USB são um dos pontos mais importantes a ter em conta. O que recomendamos é escolher sempre equipamentos com 4 entradas USB e evitar o uso de "Hubs". Fazendo um cálculo rápido, se o dj tiver uma interface de áudio, 1 controlador all-in-one e precisar de usar um controlador modular para efeitos, 3 entradas USB ficam ocupadas de imediato e a entrada que sobra é muitas vezes para um pendrive para tocarmos alguma música que baixamos à pressa de outro dispositivo. Com o crescente número de controladores modulares a aparecer no mercado, fica claro que quanto mais entradas USB tiver a máquina, melhor para o futuro.

7º ASSISTÊNCIA TÉCNICA E GARANTIA
Quando finalmente decidimos qual o modelo e marca que se enquadram em nosso orçamento, é relevante ponderar como é a assistência técnica e a garantia do equipamento. Muitos Djs no Brasil, recorrem a produtos importados sem pensar que o produto pode ter problemas dentro do período da garantia. Aí, teremos poucas opções pois, não existe legislação que obrigue as marcas a dar assistência no Brasil sobre produtos importados. Caso compre através de importador oficial (lojas online), a maior parte das vezes aplica-se a "garantia de balcão" ou seja, o reparo e manutenção tem de ser realizado no endereço físico da loja que, muitas vezes, é em um estado bem distante e o tempo de devolução é superior a 30 dias úteis. Caso pretenda comprar um notebook no exterior (quando fizer uma viagem por exemplo), terá duas escolhas simples: Apple e Samsung. Estas são as duas marcas que lhe garantem garantia e assistência mundial aplicável no Brasil. Existem outras marcas com garantia global, em que o Brasil não entra na lista de países com garantia. Por isso, consulte sempre as condições de garantia mundial de cada fabricante e assegure-se que ela é aplicável no Brasil.

NOTEBOOK PARA DJING

8º ARMAZENAMENTO
É relevante darmos importância ao armazenamento do notebook, especialmente se ele não for usar apenas para Djing. Para que possa ter toda a sua biblioteca sempre ao seu alcance, 500GB são recomendados. Exitem ainda os discos sólidos (SSD) que ainda têm o seu preço "salgado" e tamanho reduzido. Nem sempre os discos sólidos fazem diferença quando o assunto é Djing. O índice de problemas com discos no momento é superior nos SSD quando comparados com os discos tradicionais. Sendo assim, o disco SSD é um extra ou "upgrade" que não é imperativo adquirir.

CONCLUSÃO
Fica claro que nos dias de hoje opções não faltam para qualquer orçamento. Pela minha experiência pessoal, já usei iMac (Computador de secretária) mas para Djing sempre usei plataforma Windows sem qualquer problema até aos dias de hoje. Para efeitos de comparação, o computador que uso no momento que tem apenas 1 semana conta com as seguintes especificações: Windows 8 - Processador Intel Core i7-3635QM (2.40 Ghz com Turbo Boost de 3.4 Ghz), Tela 17.3" (1920 x 1080), Placa Gráfica AMD Radeon HD 8870 (2GB dedicados) + Intel HD 4000, Disco de 1TB, Memória RAM de 12GB, Teclado Reto Iluminado e 4 entradas USB (2 entradas 3.0 + 2 entradas 2.0) e corpo de alumínio, com garantia global aplicável no Brasil e tudo isto por R$3.500,00. Comparando com o Macbook Pro de 15" da Apple (modelo base e não o retina) que custa na Apple Store do Brasil R$8.000, acabei poupando R$4.500, o que me deixa boa margem para comprar mais equipamentos. Isto é apenas um exemplo que acredito ser relevante você analisar quando comprar o seu notebook.

E você, qual o notebook que usa para Djing?
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LEIA + "TUTORIAL: O Melhor Notebook para Djing"