CULTURA DE DJ - O Blog Magazine de Digital Djing

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CURSO ONLINE: A Matriz do Sucesso

Posted by pop On 2:40 PM


CURSO DE DJ

Caro leitor do Cultura de Dj, mais de 12 meses se passaram desde a última publicação e confesso que tinha saudades de poder comunicar com esta maravilhosa comunidade que me acompanhou durante mais de 3 belíssimos anos. Ainda não é desta vez que anuncio a volta do Cultura de Dj. Desde que o projecto foi suspenso, não existiu evolução em relação à realidade de 2014. Os apoios continuam a ser inexistentes e sem eles é impossível conseguir sustentar o projecto.

Desde Fevereiro de 2014, altura em que o Cultura de Dj cessou as suas actividades, a minha carreira deu uma volta de 180º. Trabalho desde essa altura como Coach e Mentor Profissional, Palestrante e Autor. Durante o primeiro ano completei 4 certificações internacionais (Coaching, Mentoring e Holomentoring / Programação Neuro-Linguística / Hipnoterapia / Lei da Atracção), escrevi e publiquei 8 livros, completei mais de 800 horas em sessões privadas, tornei-me colunista da Inspire Saúde (MSN Portugal) e da Zen Energy e confesso que nunca me senti tão realizado profissionalmente.

Durante esse mesmo período, foram mais de 2 centenas de mensagens e e-mail's de leitores do Cultura de Dj a solicitar ajuda ou opinião em relação a software e equipamentos. Todos esses contactos foram devidamente respondidos e foi com imenso prazer que ajudei cada uma dessas pessoas.

O mês de Abril de 2015 foi um mês muito especial para mim. Foi o mês que lancei o meu primeiro curso 100% online onde os alunos têm acesso a todos os conteúdos de forma ilimitada e vitalícia. Este curso "A Matriz do Sucesso" funciona como um programa de Coaching (Treinamento) voltado para o sucesso pessoal e/ou profissional. É um passo-a-passo para quem deseja conquistar a vida que sempre desejou.

Neste curso partilho com os alunos todas as técnicas que utilizei nos meus projectos e que permitiram que cada um deles pudesse tornar-se referência nas suas áreas. E pergunta o leitor: E o que este curso pode oferecer a um Dj? E eu respondo: Tudo! Na vida, todos nós temos sonhos, desejos e ideias que gostaríamos de conquistar. No caso dos leitores, poderá ser comprar um equipamento de sonho, tornar-se um profissional reconhecido, ganhar um bom cachet por cada trabalho, ser um empresário na área do entertenimento de sucesso, etc. Todos nós temos algo que desejamos e os dj's sejam eles iniciantes, intermediários ou profissionais têm muitos sonhos que desejam materializar.

Este curso ensina qual o caminho necessário para conquistar esses sonhos, mesmo que neste momento eles possam parecer distantes. Com esta fórmula eu consegui e continuo a conseguir conquistar tudo o que mais desejo em todas as àreas da minha vida. Muitos Dj's acreditam que na carreira, apenas os cursos de Dj são importantes. Por experiência própria eu posso garantir que a parte técnica é apenas uma parte do sucesso. Se o profissional não souber definir um foco e trabalhar para que ele se possa tornar realidade, a parte técnica não irá ter relevância alguma. Um bom profissional que não seja contratado é um talento desperdiçado e com este curso é possível mudar essa situação.

A vantagem do curso é que ele funciona para qualquer área da vida. Segundo o que alguns alunos testemunharam, este pode ser o melhor investimento que irá fazer na sua vida e eu concordo. Quando aprendemos a treinar os nossos pensamentos, palavras e acções rumo ao sucesso, "o céu é o limite".

O melhor de tudo é que você pode acompanhar as mais de 80 aulas e 9 horas de conteúdo por computador, tablet ou smartphone. Você pode finalmente rentabilizar todos os momentos do seu dia, trabalhando para conquistar todos os seus sonhos.

E qual o valor do investimento? Pois bem, este curso está avaliado em mais de 500 dólares e mesmo assim é um valor muito baixo para aquilo que oferece. Consciente de que a minha intenção é ajudar o maior número de pessoas a transformar as suas vidas, lancei o curso por apenas 100 dólares. Mas agora vem a melhor parte: Todos os leitores do Cultura de Dj, terão acesso ao curso e ao livro digital "A Matriz do Sucesso" como bónus com condições especiais! Infelizmente não posso divulgar no blog qual o valor do investimento para os leitores do Cultura de Dj, então peço que me enviem um e-mail para: marketing.luisalves@gmail.com ou usem o formulário de contacto do blog, e solicitem o vosso link de acesso exclusivo.

Irei responder individualmente a cada um de vocês e oferecer uma oportunidade única para que comecem hoje mesmo a trabalhar na conquista dos vossos sonhos.

Espero o seu contacto em breve!

Forte Abraço,
LUIS ALVES
Editor
CULTURA DE DJ
LEIA + "CURSO ONLINE: A Matriz do Sucesso"


A LINGUAGEM E OS TERMOS DO DJING
Recebi via mensagem na nossa página do Facebook do nosso leitor Márcio Pinto que pedia ajuda em relação aos termos técnicos do Djing que uso nas matérias do blog. Como acredito que não só o Márcio terá essas mesmas dúvidas, resolvi através desta matérias dar esse esclarecimento de forma a que todos possam compreender na totalidade todos os textos que escrevo. Os termos globais usados no universo do Djing são na sua maioria classificados como Inglesismo ou Anglicismo. O Inglesismo ou Anglicismo é o nome atribuído aos termos ou expressões da língua inglesa usados em outra língua (neste caso o Português). Tanto o português de Portugal como o do Brasil incorporam um número considerável de anglicismos. Alguns foram aportuguesados e outros permaneceram na sua grafia (escrita) original. Alguns exemplos no nosso dia-a-dia são o browser (navegador web), hit (sucesso), home theater (cinema em casa), mouse (periférico de computador / rato), etc. No Cultura de Dj uso vários desses termos por serem usados em termos global para designar prática, função ou algum objeto específico. Dessa forma a linguagem que uso nas matérias, incorpora precisamente termos que para quem está a entrar neste universo são ainda desconhecidos. Irei a seguir descrever o significado dos termos mais comuns que uso nas matérias e que remetem à língua inglesa.

TERMOS USADOS NO CULTURA DE DJ
  • GIG - No universo dos Dj's, Gig é o termo para descrever um show ou um trabalho de Dj;
  • SETUP - Usado para descrever a configuração de equipamentos que o Dj usa (computador, software, controlador, mixer, cdj, toca discos, etc);
  • LINE UP - O termo é usado para descrever a listagem de um determinado evento. O Line Up de um festival por exemplo é a lista de Dj's que irão tocar e muitas vezes a ordem de apresentação dos mesmos;
  • CDJ - É o termo usado para descrever um leitor de Cd no Djing;
  • DJING - É o termo usado para descrever a arte do Disc Jockey;
  • DISC JOCKEY - É o termo usado para descrever o profissional que anima eventos reproduzindo e misturando músicas. Pode igualmente ser usada a abreviatura "DJ";
  • DIGITAL DJING - É o termo usado para descrever o universo profissional dos DJ's que utilizam plataformas que recorrem a software e/ou controladores midi;
  • SCRATCH - É o termo usado para descrever a técnica de manipulação das músicas onde existe o avanço e o retrocesso com o auxílio da mão do deck e o cross fader provocando ruídos controlados com intuito de trazer maior dinâmica na mistura entre duas ou mais músicas. Usado na sua maioria em Hip Hop e Rap em Gira Discos (Vinyl);
  • SET - Esta é a palavra que descreve a performance Musical do DJ. É usado igualmente para descrever uma gravação de músicas misturadas entre si e sem interrupção entre as mesmas;
  • PERFORMER - Este é o termo usado para descrever o profissional que anima os eventos sejam eles em clubes, rádio, etc. O Dj neste caso é um "performer" ou seja um profissional que se apresenta e anima.
  • PERFORMANCE - É o termo usado para classificar a qualidade da atividade do profissional enquanto está em um trabalho. Uma boa "performance" significa que o Dj tocou com qualidade e soube ser profissional. Pode igualmente ser usado para descrever o comportamento correto e rápido de um equipamento ou software.
  • JOG WHEELS - Usado para descrever a peça circular incluída nos leitores de Cd e nos controladores midi que permite a manipulação da música tal como em um gira discos (Vinyl). A Jog Wheel permite fazer Scratch ou ainda navegar pela música;
  • PITCH - Controlo disponível na zona dos Decks para acelerar ou atrasar a velocidade da música;
  • PITCH FADER - É o botão físico que permite acelerar ou atrasar a velocidade da música;
  • DECK - É o termo utilizado para descrever os gira discos, leitores de cd ou então a região dos controladores de Dj dedicadas à manipulação das músicas;
  • LOOP - Este é o termo utilizado para descrever uma parte selecionada da música que se repete indefinidamente. Os Loops pré configurados trabalham por barras musicais que podem vir desde 32 barras até 1/32 barras;
  • FILTER - É o nome usado para descrever um processo de manipulação do áudio que elimina as frequência agudas ou graves conforme a movimentação do botão que controla o processo;
  • BPM - Este é a sigla utilizada para descrever as Batidas Por Minuto de uma música;
  • SAMPLE - Este é o termo utilizado para descrever uma parte de uma música ou um som que pode posteriormente ser repetido em modo "loop" para mistura em um set ou para produção musical;
  • DOWNLOAD - Designação para a transferência de ficheiros através da Internet;
  • CROSS FADER -  É o controlo disponível em mixers ou controladores midi que permite fazer transições entre duas músicas através da manipulação do volume que resulta em uma fusão mais agradável;
  • FADER - É o termo utilizado para designar os controlos dos equipamentos de Dj que por norma sobem e descem em uma linha vertical ou horizontal como é o caso do volume e do cross fader;
  • VJ - Video Jockey ou Dj que manipula vídeo;
  • BEAT - Batida ou marca do compasso da música;
  • KEY - O termo é utilizado para classificar o tom harmônico de uma música;
  • HEADPHONE -  É o termo utilizado para descrever auscultadores ou fones de ouvido;
  • CASE - É o termo utilizado para descrever uma caixa que protege e armazena os equipamentos;
  • FLIGHT CASE - É semelhante ao termo Case mas descreve caixas mais robustas criadas com o propósito para viagens que impliquem deslocações de avião;
  • TRACK - É o nome usado para descrever uma música;
  • PICKUP -  É o termo usado para descrever os equipamentos usados para a arte do Djing;
  • MIXER - É o equipamento do Dj que controla o volume, equalização e ligações de áudio;
CONCLUSÃO
Vários são os termos utilizados no Cultura de DJ que são retirados da língua inglesa para melhor compreensão dos leitores no sentido em que são termos utilizados universalmente. Desta forma acredito que se os leitores estiverem familiarizados com todos estes termos será mais fácil a pesquisa em sites internacionais ao mesmo tempo em que é possível a integração global com este universo. Espero que esta matéria tenha esclarecido as vossas dúvidas e caso exista algum outro termo que não tenha sido incluído nos deixe nos comentários que incluirei na matéria.

Ficou esclarecido em relação aos termos utilizados no Cultura de Dj?
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LEIA + "OPINIÃO: A Linguagem e os Termos do Djing"

ENTREVISTA: Lopazz (Alemanha)

Posted by pop On 1:58 PM

Dj e Produtor Lopazz

LOPAZZ
Stefan Eichinger aka Lopazz é um nome desde sempre associado ao experimentalismo sonoro. Dotado de uma sensibilidade extraordinária, ele é capaz de tornar sons do dia a dia em melodias envolventes. Lopazz pertence ao grupo de profissionais que fornecem à música eletrônica uma visão "avant-garde" e cheia de sensações únicas. As suas produções contam com edição de um leque invejável de editoras como a Get Physical, Cocoon Records, Poker Flat e Output Recordings. Lopazz é classificado como um artista multimídia, levando para a cabine os setups mais variados enquanto oferece experiências únicas em live act.

A sua ligação com a música começou nos anos 90. Desde 1996 ele faz parte da equipe da HD800, que explora entre outros um clube de techno, 2 editoras (800achtspur e 800trak) e um estúdio de gravação. Talvez uma das características que o diferencia no mercado seja o facto dele estar envolvido na produção musical e áudio para televisão e cinema. Lopazz já produziu mais de 50 programas para televisão e documentários. Viaja frequentemente pelo mundo buscando sons para as bandas sonoras de suas produções.



Todas estas características tornaram Lopazz um pioneiro na música eletrônica. A mistura de sons orgânicos com sons eletrônicos tornam seus trabalhos únicos. Ao longo da sua carreira, conta com colaborações com/e de artistas tão variados como Xavier Nadoo, Chelonis R. Jones, Luciano, Ricardo Vilallobos, M.A.N.D.Y., Isolée, The Rapture, Product 01, Kudu, Gus Gus, Kasper Bjorne, Richard Bartz, DJ T., Jamie Jones, Maceo Plex, A Tale of Us, Clockwork, Phreek, Jordan Lieb,  Gerd Janson e muitos outros. 

Lopazz ao longo da sua carreira passou pela cabine de clubes como D'Edge (São Paulo), Watergate (Berlim), Weekend (Berlim), Berghain (Berlim), Tresor (Berlim), Soundwave (Vancouver), Berns (Estocolmo), Bataclan (Paris), Fabric (Londres), The Standard (Nova York), Le Bain (Nova York), Asylum (Honolulu), Monarch (São Francisco), Cocoon (Frankfurt), Gare (Porto), Pitch (Porto), Amnesia (Milão), Klubbers Day (Madrid), Rooftop (Moscovo) e muitos mais.

Confira agora a entrevista exclusiva de Lopazz ao Cultura de DJ.

Lopazz

ENTREVISTA

CDJ - Lopazz és um apaixonado pelo som e pela produção musical. Porque é que a música eletrônica se tornou importante na tua carreira?
LPZ - Quando eu era mais novo a música eletrônica era o "Rock n' Roll" para mim. Eu podia expressar-me sem me preocupar com editoras, agentes ou campanhas de marketing. Tudo era possível, sons estranhos, variações de tempo loucas e pitch selvagem: pura liberdade. Eu também gosto da ideia de fazer sets longos sem qualquer pausa. Aí és capaz de criar atmosferas especiais.

CDJ - Quais as principais diferenças que encontras entre a música produzida no passado e a produzida nos dias de hoje em termos de tecnologia?
LPZ - Quando eu comecei, eu usava um leitor de cassetes de 4 decks e um pedal de guitarra como unidade de efeitos, uma drum machine barata e microfones... Hoje com o uso de "plug-ins", computador e as fontes de dados da internet os limites desapareceram... isto não significa que a música é melhor do que a produzida nos anos 90 mas, ela apenas se tornou mais forte e automatizada. Mesmo assim, a maior parte das vezes, as pessoas limitam-se a copiar estilos e modas e não são criativas. Não estou a reclamar, tudo é possível nos dias de hoje o que é excelente, podes tocar e mixar tudo o que quiseres, é fantástico...

CDJ - Em que patamar achas que está a música eletrônica na Europa? Quais são os estilos que dominam os clubes nos dias de hoje?
LPZ - "OMG" (Meu Deus), isso é algo que deves perguntar aos produtores de música eletrônica dos Estados Unidos, hahahaha. Nós estamos aqui, fazemos, vivemos e sentimos a música eletrônica. A música eletrônica está por todo o lado seja ela boa ou má. Ela já não é uma sub-cultura, ela tornou-se "mainstream". O House continua vivo depois de tantos anos. Nós não esperávamos isto quando começamos...

CDJ - Quando te apresentas ao vivo, consideras-te um Dj ou um Produtor?
PLZ - Há alguns anos atrás eu me considerava um animador, eu atuava no palco, cantava, tocava guitarra e tudo isto em clubes! Nos dias de hoje eu me sinto cansado de vocalismos de palco regados a champanhe com muito barulho de fundo (White Noise)... Os meus sets ao vivo, são repletos de sons que fui gravando e produzindo no meu estúdio para os meus trabalhos e para outros artistas como DJ T., M.A.N.D.Y. e Cavaan. O meu computador é como um "Akai MPC" gigante. Pura e simplesmente.


CDJ - Fala um pouco sobre o equipamento que levas para um ambiente de clube.
LPZ - A maior parte do material que toco foi produzido e gravado de forma analógica nos meus estúdios. Uso o Ableton Live 9, o meu controlador Akai MPC para loops e misturo tudo através de um Mixer de Dj. Por vezes uso um sintetizador como o Korg Micro e me apaixonei pelo Ableton Push, iPad e o pelo Novation Twitch.

CDJ - Consideras o Digital Djing o futuro?
LPZ - A música e o desenvolvimento da indústria é o futuro. Iremos sempre usar equipamentos que nos inspirem. Não existem limites.

CDJ - Qual o software de Djing que preferes?
LPZ - Prefiro sempre tocar com os decks Pioneer CDJ-2000 mas também adoro usar o Serato com o Novation Twitch.

CDJ - Hoje, vemos marcas tradicionais de DJ lançarem quer controladores modulares quer controladores "all-in-one". Acreditas que o futuro do DJing passe por controladores e mapeamento midi?
LPZ - Tal como disse anteriormente, não existem limites e a Música é o futuro.


CDJ - Já produziste remixes para grandes artistas. Qual foi o tema mais desafiador de produzir?
LPZ - Bem, essa é uma pergunta difícil. O tema Rapture para a DFA não foi fácil pelo estilo Indie-Rock que apesar de eu adorar, às vezes não é fácil passar para tema de clube na linha deep. O remix do tema Black Light Smoke do Jordan Lieb que produzi junto com o DJ T. também foi desafiador em termos sonoros mas o Martin Dawson (RIP), ajudou na mistura final e tornou-se um grande sucesso.

CDJ - Fala um pouco sobre os teus projetos atuais.
LPZ - Neste momento estou produzindo muitos temas para Televisão, produzindo música para outros artistas, lançando novos trabalhos próprios, fazendo tours, relaxando e fazendo amor...

CDJ - O que podemos esperar do Lopazz no futuro?
LPZ - O mesmo de sempre: o inesperado!

CDJ - Deixa um conselho para os nossos leitores que estão começando suas carreiras como DJ.
LPZ - Acreditem em vocês, não liguem para os tops e para o sucesso. Façam música, sintam música. Mostrem Amor.



O Cultura de DJ agradece pela habitual simpatia e disponibilidade de Lopazz.

O que achou da entrevista com Lopazz?
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NOTÍCIAS: Hercules Dj Monitor 5

Posted by pop On 4:02 PM

Hercules Dj Monitor 5

HERCULES DJ MONITOR 5
A Hercules DJ anunciou recentemente a introdução de mais um produto na sua linha vocacionada para os DJ's. 2013 foi o ano que marcou uma postura mais profissional da empresa demonstrando que é capaz de produzir não apenas equipamentos para principiantes mas também para profissionais, com especial atenção nos Mobile Dj´s. Seguindo a linha dos XPS 60 e XPS 80 a Hercules oferecerá a partir do final de Agosto de 2013 os monitores de estúdio "Dj Monitor 5". Este será o produto "top" da linha de sonorização para estúdio da marca com preço previsto de 299,99€. Com esta gama de preço espera-se destes monitores que eles satisfaçam os profissionais mais exigentes enquanto o seu peso de 7Kg cada um dos monitores garante que estamos a falar de algo robusto e sólido. Este produto será também ideal para produtores.

CONTROLE DE FREQUÊNCIAS
Conforme abordamos na nossa matéria sobre monitores de estúdio (Que pode rever aqui), nem sempre os espaços usados como estúdio possuem as condições acústicas ideais. Por isso mesmo, os DJ Monitor 5 possuem regulação de graves e agudos (-2 dB, 0 dB, +2 dB). Possuem igualmente o corte de graves em determinadas frequências (56, 80 e 100 Hz). Para melhorar a acessibilidade o botão de alimentação e o controle de volume ficam na frente do monitor.

Novos monitores Hercules Dj

DESIGN E DESEMPENHO
O design destes monitores é inspirado claramente nos XPS 80. A potência neste caso aumenta significativamente e oferece 2 x 80W RMS. O gabinete é de madeira e conta com duas saídas que garantem assim o máximo desempenho dos graves. Cada monitor é composto por 1 tweeter de 1" com cúpula de seda, debitando 30W para agudos nítidos e ricos e 1 woofer de 5" fabricado com membrana de Kevlar, debitando 50W e garantindo médios e graves profundos e de amplo espectro de frequências. Os monitores são ainda bi-amplificados com amplificadores Classe A/B, que fornece uma excelente precisão acústica. Esta característica, permite que cada grupo de frequências seja tratado com maior fidelidade sem provocar saturação sonora. Em termos de conectividade eles contam com entrada XLR, TRS 6.35mm e RCA.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
  • Potência: 2 x 80W
  • Frequência de Resposta: 50 Hz - 30.000 Hz
  • Dimensões: 31cm (A) x 22.2cm (L) x 23.5cm (P)
  • Peso: 7 Kgs
  • Alimentação: Externa
  • Extras: Blindagem magnética / Compatível com a diretiva RoHS
Hercules Dj Monitor 5

CONCLUSÃO
Fica claro que a Hercules está aos poucos abrindo o leque de seus produtos com uma vertente e visão comercial mais focado na linha profissional. Antevemos que em breve será possível ver adições na sua linha de produtos de DJ que "batam" de frente com marcas tradicionais de Djing. A Hercules dos controladores para principiantes aos poucos está a sofrer uma mutação que lhe permite adquirir um espaço junto dos grandes. Tal como eu próprio, que comecei com um controlador da Hercules (Dj Console RMX), vários usuários sentirão satisfação em continuar fiéis à marca desde que esta direcione seus esforços de desenvolvimento em produtos menos compactos e com maior flexibilidade de uso. Existem características nos produtos da Hercules únicas e que de forma incompreensível não são seguidas por outros fabricantes. Aguardamos a disponibilidade do produto por parte da Guillemot para podermos fazer um review completo no Cultura de Dj.


O que achou dos Dj Monitor 5 da Hercules Dj?
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REVIEW: Monster Beats Solo HD

Posted by pop On 1:00 PM

Beats Solo HD

MONSTER BEATS SOLO HD
Não podemos negar que a Monster acertou com precisão ao se unir ao famoso rapper/produtor Dr. Dre no design e promoção da sua linha de Headphones. O que não seria esperado na nossa visão, era ver tantos Dj's usando a linha mais baixa da gama, os Solo e Solo HD. Enquanto a linha Monster Beats oferece modelos especialmente direcionados para Djing e Produção (Os Mixr, Studio e os Pro - Reveja o nosso review dos Monster Beats Pro), ficamos algo surpresos ao ver profissionais usando a linha mais vocacionada para o dia-a-dia. Será que os Solo HD são satisfatórios para Djing? Essa foi a pergunta que durante algumas semanas nos tem invadido e, sem sombra de dúvidas, tínhamos que fazer um review que nos permitisse esclarecer essa questão. Acredito que tal como nós, muitos profissionais ponderam a aquisição destes headphones, sendo que este review serve também para tirar as vossas dúvidas. Saiba a seguir o que o Cultura de Dj achou dos Monster Beats Solo HD.

Beats Solo HD

CONHECENDO O PRODUTO
À semelhança do que já era conhecido, o visual da embalagem é atrativo e mantém a filosofia da marca. Ao abrirmos a caixa que guarda o produto, encontramos os manuais e garantia em uma aba lateral e os headphones propriamente ditos inseridos dentro de uma case de neoprene com o logo Beats. Ao retirarmos os headphones da case, percebemos de imediato que eles são bastante práticos de guardar pois encolhem e dobram ocupando pouco espaço físico. A unidade que testamos era preta com contrastes em vermelho (bem de acordo com os nossos gostos). Encontramos ainda 2 cabos (igualmente vermelhos) um apropriado para uso com telefones com microfone para chamadas, e um outro comum especificamente para quem só fará uso em equipamentos direcionados para áudio musical. Como seria de esperar não vem cabo em espiral uma vez que o produto não foi criado para o Djing.

Beats Solo HD

DESIGN E QUALIDADE DE CONSTRUÇÃO
O seu design segue os mesmos padrões que tornaram a linha solo num ícone de moda um pouco por todo mundo. O seu acabamento brilhante deixa no entanto a desejar uma vez que deixa imensas marcas de dedos. Os extensores são resistentes e em metal de boa qualidade e de uma forma geral eles possuem boa construção. Uma das coisas que nos desagradou foi o material usado no revestimento do aro superior que apoia na cabeça. Ao fim de algum tempo de uso ele torna-se mole e com toque algo "aderente" o que nos sugere que em ambiente de clube ele pode ser desconfortável. Em contrapartida as almofadas dos auscultadores são em pele e oferecem um excelente acabamento.

CONFORTO
Os Solo HD quando comparados com os Solo, possuem almofadas nos auscultadores mais volumosas o que lhe dá maior conforto quando usados durante períodos prolongados. Se por um lado o seu design "obriga" a que seja exercida pressão dos headphones nas orelhas para melhor isolamento, isso acaba prejudicando o seu conforto. Para pessoas com cabeças maiores, ele tornam-se de alguma forma dolorosos e chegam a deixar marcas nas orelhas resultado dessa mesma pressão e do tamanho dos drivers reduzido. No nosso caso eles só se tornaram desconfortáveis depois de 30 minutos de uso continuado.

Beats Solo HD

QUALIDADE SONORA
Foi aqui que tivemos a maior surpresa no nosso review e infelizmente não foi uma surpresa positiva. Os Solo HD possuem uma frequência de graves tão destacada que foi para nós extremamente desagradável fazer pré-escuta de música eletrónica. No meu caso particular, uma vez que exploro as vertentes do Deep, Soulful e Disco House e onde além da batida existe relevância nas frequências médias e agudas na mixagem, foi perceptível que as frequências graves abafaram por completo os médios e distorceram os agudos. As vozes presentes na frequências médias pareciam fechadas dentro de uma caixa, perdendo a sua sonoridade natural e obrigando a ajustes na equalização errados (à partida a pré-escuta serve para afinarmos a próxima música não apenas no ajuste do tempo como também na equalização). Para nós, esta característica sonora soou estranho e nos propusemos a testar outros estilos musicais para verificar se aconteceria o mesmo. Testamos pop, rock, r&b, soul, blues, rap e hip hop e foi aí que entendemos o verdadeiro propósito deste equipamento: a sua vocação é de facto o rap e hip hop. Apenas e só nestes dois estilos (onde os graves possuem grande importância), foi possível ter um som claro e que poderíamos chamar de satisfatório.

CONCLUSÃO
A marca pode até justificar que eles são vocacionados para o rap e o hip-hop mas, na nossa visão, e sendo eles vendidos para uso no dia-a-dia torna-se algo incompreensível não ter existido uma evolução dos Solo para os Solo HD em termos de qualidade sonora. Já testamos vários equipamentos com graves realçados e profundos como os Numark Red Wave sem comprometer a qualidade das frequências médias e agudas. O seu preço que ronda os US$199 é outro fator conta eles pois conseguimos equipamentos bem mais adequados para o Djing por uma fração desse preço, caso disso são os Behringer HPX6000 que custam menos de metade dos Solo HD. É importante salientar que o nosso review não é Generalista e sim vocacionado para Dj's e atendendo os parâmetros de avaliação dos equipamentos para Djing. Os únicos Dj's a quem aconselhamos este equipamento são de fato os que tocam Rap e hip-hop, mas, mesmo assim acreditamos que existem alternativas bem mais interessantes de considerar se esquecermos os fatores "moda" ou "estilo". Não há dúvidas que eles possuem um design que se tornou referência na indústria tendo sido inclusive quase copiado por outras empresas respeitadas do ramo. Mas, sobre um ponto de vista técnico, a qualidade do áudio deixa a desejar e acabamos este review não compreendendo como tantos Dj's de House e Techno usam este modelo que além de caro não é satisfatório para um bom Djing.

IMAGENS CORTESIA DA BEATS ELECTRONICS

E você? Já usou os Monster Beats HD para Djing?
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OPINIÃO: Celebridades que atuam como Djs

Posted by pop On 10:00 AM

Celebridades Djs

CELEBRIDADES QUE ATUAM COMO DJ'S
Nos últimos 2 anos temos assistido um fenômeno até então bastante camuflado ou então com menos destaque no mundo do Djing: as Celebridades que atuam como Dj's (Ou como muitos apelidam: Fake Dj's). Este assunto tem vários contornos delicados e encontra posições bastante distintas. Iremos tentar abordar o assunto de forma imparcial ao mesmo tempo em que relevaremos os pontos mais importantes desta verdadeira "invasão" nas cabines.

O PANORAMA ATUAL
Hoje em dia, com especial foco para clubes de música 100% comercial, é comum vermos cartazes que causam alguma estranheza e frustração entre os profissionais de Djing. Apresentadores de Tv, Modelos, Figuras Públicas, Ex-Participantes de Reality Shows, etc. são vistos como atrações "Top" nos mais variados clubes mundiais. Este verdadeiro fenômeno começou a tornar-se bastante evidente a partir do ano de 2011, onde assistimos a um "boom" inacreditável. 

Celebridades Djs

OS CLUBES
Antes de serem amantes de e-music ou defensores do estilo "A" ou "B", os donos dos clubes são nada mais nada menos do que empresários que visam acima de tudo o dinheiro. Sem ele, seus clubes seriam fracassados e a manutenção ou crescimento do negócio, que depende exclusivamente do fluxo de clientes, poderia estar em risco. Não devemos sequer questionar se o proprietário de forma geral escolhe ter um Dj referência em Tech House local ou nacional que pode ou não encher o espaço, ou uma Celebridade tocando música pop que lhe garante de antemão casa cheia pelo peso do seu "nome". Aqui a questão é clara, o lucro é o principal condicionante na criação de cartazes e line-up's. O dono do clube muitas vezes é "obrigado" a seguir a tendência de mercado especialmente se o clube for do segmento comercial.

O PÚBLICO
Aqui existem duas vertentes cada vez mais crescentes: as tribos urbanas que acompanham religiosamente um determinado estilo de e-music (e que não abdica dele), e o público em geral que não tem uma exata preferência musical e muitas vezes ouve pop, rock, r&b, hip-hop entre outros e, que saliva quando sabe que Celebridade "X" ou "Y" irá se apresentar como Dj em um clube qualquer. Aí a relevância do clube passa para segundo plano e nem que o espaço não apresente condições mínimas, ele dará tudo por alguns momentos com seu "idolo" e a possibilidade de fazer fotos, mesmo que seus ouvidos possam não gostar do que vão ouvir. Aqui a questão é clara, da posição de relações públicas ou anfitriões das festas, as celebridades agora passaram para a cabine.

O MERCADO
Claramente e, pela evolução do público, os clubes cada vez mais estão se dividindo no seu target de mercado. Temos clubes menores focados em implementar estilos mais alternativos, com uma alta fidelização do público e os "mega" clubes que precisam de fluxo e optam pelo e-music mais comercial ou pelo pop (que hoje em dia segue as batidas antes destinadas ao House). Esta característica está colocando em risco os Dj's mais comerciais que muitas vezes passam de atração principal para o warm up. Isso é extremamente frustrante dentro do mercado de profissionais, independentemente da sua carreira já somar 20 anos ou ser alguém que começou recentemente. Os profissionais que levam a sério a sua profissão, investem em treinamento, equipamentos, música, feiras, etc e sentem uma enorme injustiça por parte do mercado que não consome seu trabalho da mesma forma como o fazia no passado.

OS VERDADEIROS DJ'S
Aqui temos profissionais de parte a parte, existem "verdadeiros" dj's que viraram celebridades e existem os profissionais que fazem do Djing a sua fonte de renda mensal, como qualquer outra profissão comum. Independentemente do grupo a que pertencem os profissionais, os verdadeiros Dj's na nossa visão, são os profissionais que fazem do Djing algo permanente em suas vidas e não algo pontual ou de oportunidade. São também aqueles que estão em constante atualização, que respeitam o seu segmento e que lutam a cada dia para fazer cada vez melhor, seja em termos técnico seja em termos musical. Aqui podemos afirmar que a questão do "Vinil/CD vs Digital Djing" (matéria do Cultura de Dj que poderá consultar aqui), perde relevância e que a classe encontra profissionais na vertente mais "old school" e na vertente mais "high tech".

Celebridades Djs

CONTRATOS E CACHET'S
Aqui é onde entramos na maior polémica e, é aqui que a "guerra" se instaurou. Vários Djs que fazem da profissão a sua forma de viver vêm o número de contratos diminuir em prol de celebridades que atuam como Dj's pontuais. Outra queixa comum entre os profissionais, é em relação ao Cachet, ou seja, ao montante de honorários recebidos a cada trabalho. No Brasil por exemplo, certas "celebridades" chegam a cobrar R$12.000,00 (doze mil reais) em um set de 2 ou 3 horas, o que é na nossa opinião além de abusivo, um verdadeiro absurdo. É quase como pagar por um Ferrari e receber um Renault Clio. Esse é o tipo de valores cobrado pelos Top Dj's Mundiais (Profissionais) que viraram celebridade dentro do seu universo musical, muitos com extensas carreiras e sucesso também como produtores. Voltamos aqui ao ponto dos clubes, se o empresário sentir que compensa esse "investimento" e que lhe vai trazer lucro avultado, ele não pensa duas vezes.

CONCLUSÃO
A moral da história é que os clubes estão dispostos a pagar valores absurdos pelas Celebridades que são Dj's de ocasião e não pagam de forma justa os verdadeiros profissionais do ramo. Esse tipo de postura revolta os profissionais especialmente porque na sua maioria, as Celebridades se apresentam com set's pré mixados por outros profissionais (Existem exceções à regra mas são raras). Muitas apenas colocam um Cd e deixam tocar "simulando" durante a sua exibição mexer no mixer e nos restantes equipamentos. Vários flagrantes já foram noticiados com profissionais "escondidos" em baixo da cabine fornecendo a música, outros com equipamentos desligados, outros que se aventuram a fazer a mixagem ao vivo sem qualquer técnica, bpm's fora do tempo, set's desestruturados entre outros adjetivos... bem, uma infinidade de situações que fazem que os profissionais que vivem do Djing sintam uma enorme revolta e desânimo. Mas no final das contas, tudo não passa de "modismo" e concerteza que o público aos poucos irá perceber que nada ganha ao ver uma cara conhecida na cabine, acompanhada de um set no mínimo questionável. Aí os empresários serão os próximos a dar o passo e tudo poderá voltar à normalidade.

Acreditamos que no final, o verdadeiro DJ irá sempre prevalecer e, é essa crença que, também a nós, nos faz continuar a acreditar no que fazemos.


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