CULTURA DE DJ - O Blog Magazine de Digital Djing

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OPINIÃO: Qual é o Seu Setup? (Parte I)

Posted by pop On 11:34 AM


QUAL É O SEU SETUP? (PARTE I)
Há algum tempo atrás desafiamos os nossos leitores a nos enviarem fotos dos seus setup's de Dj. Recebemos várias mensagens e e-mail's com fotos que iremos hoje publicar e compartilhar com os nossos leitores. As fotos contam com a identificação do Dj da cidade/estado e do país. Alguns Dj's nos enviaram fotos em baixa resolução e solicitamos por isso o reenvio das mesmas. Iremos fazer várias partes desta matéria para que não fique demasiado extensa ao mesmo tempo em que continuaremos abertos a receber mais fotos. Para nos enviar as suas fotos nos envie um e-mail com o seu nome de Dj, sua Cidade/Estado e País. Não esqueça de nos enviar fotos com boa resolução e de preferência com orientação na horizontal para luistfashion@gmail.com. Tentamos fazer uma seleção das várias fotos que nos foram enviadas e serão publicadas as que mostram o setup de forma mais objetiva.

SETUP'S 















Obrigado a todos os que colaboraram no envio dos seus setup's de Digital Djing e não esqueça de nos enviar também o seu setup.

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ENTREVISTA: Kult of Krameria (Portugal)

Posted by pop On 10:00 AM


KULT OF KRAMERIA
Se o nome "Kult of Krameria" lhe diz algo então você sabe da importância da expressão artística envolvida. Se por outro lado o nome do projeto não lhe é familiar, sugiro que busque, estude e eduque seus ouvidos e conheça o som deste projeto de origem Portuguesa que marcou definitivamente a Cena da Música Eletrônica desde os anos 90 em Portugal e no Mundo. Falar de Kult of Krameria é para muitos fazer uma viagem ao passado onde sensações inacreditáveis eram vividas nas pistas de dança, onde emoções e sentimentos diversos se manifestavam a cada minuto e, onde o público saía no final de cada festa com a sensação de que uma história havia sido contada com elementos que remetiam às bases e raízes da música eletrônica mais ricas. O projeto Kult of Krameria surge na cidade de Lisboa em 1993 envolvido em um crescente movimento underground que se fazia sentir em Portugal. O projeto pode ser classificado como "live performance" onde os elementos criados em estúdio se misturam com elementos improvisados na cabine, resultando em uma experiência única para o público. Depois de duas décadas nas pistas, vários temas se tornaram destaque como: Love & Happiness, Voodoo Drums, The Profecy, Esperança e mais recentemente Break my Bone e Whatchout. Os trabalhos dos Kult of Krameria foram editados por editoras como a Twisted America, Nervous Records, Stereo Productions, Younan Music, Kult Records, Beatfreak e Fatal Music. O seu som viaja entre os elementos étnicos com batidas fortes mescladas com referências urbanas e underground. O "Drama" nas suas músicas é também algo constante e que garante a inclusão dos seus temas nas playlists dos maiores nomes do Djing mundial. Defensores ativos de música criada com coração e alma, o som dos Kult of Krameria cativa várias gerações. Confira a seguir a entrevista exclusiva dos Kult of Krameria para o Cultura de Dj.




ENTREVISTA
CDJ - Os Kult of Krameria surgem no ano de 1993 quando Portugal e toda a Europa passava por uma fase extremamente vibrante no movimento "underground". Quais foram as vossas motivações iniciais ao criar este projeto?
KK - Na altura, éramos apenas 3 amigos que queriam fazer música. Vivia-se em Portugal uma fase muito positiva relativamente à música eletrônica e, em Lisboa especialmente, existia uma vibe muito grande que depois se espalhou pelo país. Tudo era novo e diferente, havia uma contra cultura que se tornara um movimento dominante e isso era espetacular. Não só a música, mas as artes visuais, a dança, tudo se conjugava e foi aí que nós nascemos. Queríamos fazer parte disso, queríamos fazer discos, tocar ao vivo, estar nas grandes festas, ser reconhecidos pelo nosso trabalho e acabamos por o conseguir, felizmente.

CDJ - "Love & Happiness" e "Voodoo Drums" foram dois dos temas mais míticos do projeto e que se espalharam rapidamente pelas pistas um pouco por todo o mundo. Esse destaque do projeto foi algo esperado por vocês na altura?
KK - Tivemos mais tarde, em 2005, também o tema o "Esperança" em que colaboramos com o Danny Tenaglia e o Onehundredpercent, que saiu na Stereo e tiveram muito boa visibilidade. Love & Happiness e Voodoo Drums, eram temas que tinham a ver com essa procura constante da novidade, e foram apresentados á pista de dança numa altura boa para nós. Love & Happiness, tinha uma produção complicada na altura, penso mesmo que foi o tema mais complicado que produzimos naquela época, havia um bass line sempre presente, mas por cima dele caiam várias "paterns" rítmicas com uma intensidade crescente e sequências melódicas que se completavam. Tudo terminava no êxtase de um momento, com uma mensagem. Era bom ver as pessoas a darem as mãos na pista e a levantarem-nas no ar. O Voodoo Drums, era e é ainda hoje uma track de "Pure Madness", abrasiva, demolidora, envolvente. Dava ao Dj o poder de incendiar a pista em qualquer momento e reflete um pouco a nossa maneira de trabalhar ainda hoje. Não queremos fazer temas que os outros já fizeram, nem andar por caminhos já explorados, sempre foi assim desde o inicio e continua. Existe neste projeto, essa procura de fugir dos lugares onde os outros estão. Se esperávamos por esse destaque na altura? Um produtor nunca espera um hit, ele acontece por um efeito "bola de neve", que é difícil prever na música eletrônica, mesmo hoje. De uma coisa temos a certeza, o trabalho na altura foi feito de forma crescente e, para que o projeto se tornasse conhecido rapidamente, foram muitas e longas noites de trabalho, nos primeiros anos. Fazíamos música todas as noites até de manhã, foi por isso que construímos uma cadência de edições muito rápida e isso levou ao reconhecimento.



CDJ - Sem dúvida que a década de 90 foi mítica não apenas para o House como para vocês enquanto projeto de música eletrônica. O que mudou nas pistas em termos global dessa época para os dias de hoje?
KK - O que mudou foi o público e o acesso à informação. Saímos de uma situação de procura constante pela novidade e por novas experiências, para uma situação em que tudo está acessível e à distancia de um click, juntamente com a mudança geracional que entretanto aconteceu. Aparentemente, os novos "party goers" sentem-se mais à vontade a cantar refrões pop e a dançar músicas que já conhecem da rádio ou de que viram o vídeo no youtube ou na MTV. É uma questão geracional, não interessa tentar compreender porque o fazem ou porque preferem tirar fotografias a sorrir e a mostrar como são felizes, em vez de dançar e usufruir da experiência de ter um dj a criar um set para eles, único, à medida, para os fazer dançar e divertirem-se. Interessa apenas saber que as massas se moveram para outros quadrantes e, tentar arranjar forma de as ir buscar novamente ou arranjar novos públicos para as substituir e manter o groove.

CDJ - Como avaliam e classificam a música eletrônica que se produz na atualidade?
KK - Mais diversificada, menos criativa, mais evoluída tecnicamente, acessível e relativamente fácil de produzir.

CDJ - Muitos dizem que os temas dos Kult of Krameria são "impossíveis" de enquadrar num estilo definido dentro da House Music. Onde vocês enquadrariam o som que produzem em termos de estilo musical?
KK - Nós também não conseguimos, nem queremos. Uma das bases vivas do projeto é fazer sempre coisas novas e diferentes. Dou-te um exemplo: tivemos algum sucesso com o Voodoo Drums, mas não vamos passar a vida a fazer músicas iguais a essa, há sempre uma necessidade de procurar coisas novas. Hoje em dia, penso que o estilo que praticamos, está dentro da grande família de estilos a que chamam de Tech House. Também gostamos de algum Techno e de House e Deep House, mas temos feito muitas coisas diferentes. É essa uma das mais valias do projeto, estar à vontade em muitos estilos para os poder trabalhar livremente, isso cria um portfólio diversificado e vai buscar pessoas a muitos lados para a base de seguidores.


CDJ - Sem dúvida que um dos destaques dos vossos temas é a forte presença de percussão e elementos dramáticos e algo futuristas. Qual o tipo de influências que procuram quando estão a produzir?
KK - Sim, os Drums com Drama, sempre foi uma das principais características do nosso som. A pista tem que ser um espaço de experiência e não de tirar fotos. Por isso, o drama é muito importante na produção, as pessoas têm que ter sensações, que as levem para lá da sua zona de conforto, só assim faz sentido. Dançar na discoteca ou na rave, no momento em que as luzes vão abaixo e em que se ouvem os gritos, em que sai o drama, o medo, os arrepios, a insanidade. Depois disso, vem a explosão e solta-se a energia do público. Aí os Drums são imbatíveis para os fazer mexer e soltarem-se. Fazer levantar os braços hoje é fácil e socialmente aceitável, quase todos os dj's baseiam nisso as suas atuações, mas, nós pretendemos que as pessoas tenham outras sensações, para lá da libertação. No final da noite, o prazer da viagem e a cultura, deve ser o que prevalece nas suas cabeças antes do merecido sono.

CDJ - Quando se apresentam ao vivo como Dj's qual o setup que usam na cabine?
KK - Hoje em dia já não levamos aquelas máquinas todas para o palco quando vamos tocar. Usamos 2 ou 3 setups diferentes, baseados na plataforma Traktor da Native Instruments. O primeiro e mais antigo, usava 2 computadores com o Traktor e que se ia ligando externamente na mistura, que é feita por 2 controladores, o Kontrol S4 e o Maschine, mapeado para controlar o Traktor também. Hoje em dia, usamos mais um setup em que apenas funciona um computador e os 2 decks e os 2 remix decks estão acessíveis aos 2 controladores através de um mapping muito complexo e que demorou algumas semanas a fazer, mas permite live sessions de drums, congas, vozes etc. Temos um 3º setup em que ligamos o Traktor e o Ableton Live, mas que ainda estamos a desenvolver o mapping e a forma de trabalho, ou seja, ele já faz o básico que é o que a maior parte do pessoal que usa faz, e mais algumas coisas que entretanto inventamos, mas ainda não faz exatamente aquilo que nós queremos, e como o queremos.

CDJ - Qual a vossa opinião sobre a plataforma Digital, os Controlares Midi e o Software de Djing?
KK - É uma evolução natural, penso que é uma discussão que não faz sentido. Se existem novas ferramentas de trabalho são para usar, quem não as usa fica para trás. Hoje, grande parte da discussão nas redes sociais, gira á volta do uso do Sync e de que no tempo do vinil é que era bom. O software é evoluído e excelente e os controladores permitem fazer muito mais coisas do que passar a noite a acertar batidas. Trabalha-se mais rápido e se tiveres uma boa técnica de "layering", souberes fazer o trabalho de casa, consegues compor em tempo real e passar um bom bocado com os teus fãs. A experiência é muito melhor para o ouvinte se for bem feita claro. Ok, existe aquela nostalgia de tocar com os Technics, e eu tenho 2 em casa que adoro e uso de vez em quando, mas isso é típico da nossa geração que é muito nostálgica, a nova geração não quer saber disso e quem está na pista agora é a nova geração.



CDJ - Hoje em dia existe uma crescente corrente de profissionais que busca incessantemente ressuscitar o bom som que era escutado na década de 90 e inícios de 2000 e que mantinha as tribos urbanas na pista não apenas pelo elemento musical mas também pela qualidade e ambiente criado pelo Dj. Vocês acreditam que é possível voltar atrás e resgatar essa vibe?
KK - Nós acreditamos e é por isso que ainda cá andamos a trabalhar para isso, mas está difícil, porque existe muita coisa, muita informação, muita diversidade e o público dispersa-se, fragmenta-se, desaparece de um dia para o outro. A mudança tem que ser na nossa opinião de fundo, voltar a criar os clubes com a boa vibe, onde o Dj residente seja responsável, se esforçe para trazer esse som ao espaço e não encare a sua profissão como um tempo de aprendizagem para dar o salto para se tornar um dj freelancer famoso ou usar o espaço como moeda de troca para os seus gig's no exterior. Depois, tem que haver uma transversalidade nos grupos de interesse, as diversas tribos fecharam-se e trabalham só para si, não admitem estranhos, mesmo que o que eles tragam seja diferente do que têm. Os sistemas geram poucos recursos e quanto menos pessoas existirem no negócio melhor. Por último, tem que haver investimento e aí a coisa complica-se, as editoras têm que alimentar essa vibe, e nesses 4 ou 5 clubes por cidade, é preciso criar um circuito que as pessoas frequentem e garantam que por eles lá estarem, mais virão para dançar e propagar a onda e os empresários têm que querer participar nisso.

CDJ - Como vocês avaliam no presente a tarefa enquanto agente cultural do Dj nos clubes? Os profissionais ainda conseguem elementos para cultivar e educar o público?
KK - O grande problema foi que a música passou a ser acessória, em vez de ser a razão pela qual as pessoas frequentam o clube. Ao fazer-se isso contrataram-se Dj's mais baratos ou promoveram-se os aprendizes, que passam músicas "para a casa" ou seja para os bares funcionarem e se manterem até mais tarde. Já não existe a preocupação em educar o público. Essa função, salvo raras excepções aparece nos Dj's Freelancers, que se dedicam a essa atividade e onde quase já nem ganham dinheiro. Divulgam a música e a cultura, têm uma base fiel de seguidores, continuam a alimentar a vibe. Aqui e ali, aparecem bons projetos, clubes com uma boa programação que cativam tribos, fazem boas festas e criam uma "hype" para a festa seguinte, mas são projetos limitados porque se fecham nos seus ciclos, não renovam o seu DNA musical. Tocam sempre os mesmos Dj's residentes, de vez em quando mandam vir um estrangeiro ou 2 para chamar público, mas na verdade num ano se vais a 8 ou 10 festas dessas, vais ver os residentes 8 ou 10 vezes e isso se calhar não é assim tão interessante nem tão inovador. Acresce que os Dj's são normalmente os donos ou sócios das promotoras e por isso tendem a salvaguardar o seu "income" mensal.

CDJ - Quais os vossos projetos atuais?
KK - Os nossos projetos passam por continuar a produzir e tocar para o público sempre que possível. Tivemos até à primavera mais fechados no estúdio, mas isso deu frutos no verão com muitas edições em labels conhecidas mundialmente, e agora estamos a terminar uma série de temas novos e algumas remixes para essas mesmas labels. Sempre que podemos ajudamos editoras mais pequenas e das quais gostamos do som, com edições ou remixes.




CDJ - O que podemos esperar dos Kult of Krameria no futuro?
KK - Estamos cá para lutar pelo futuro da música eletrônica e no essencial para continuar a alimentar a base de fãs dos KK, que querem continuar a ouvir a música como nós a fazemos e a ver-nos tocar ao vivo. Não vale a pena fazer hoje planos para grandes coisas, há 20 anos que existimos e nunca planeamos grande coisa, fomos andando e saboreando cada momento, mas olhando para trás vemos que foi um percurso interessante, existe um caminho e uma história e isso é o mais importante. 

CDJ - Qual o conselho que podem deixar aos nossos leitores que estão iniciando suas carreiras agora para poderem vencer como Dj's?
KK - O conselho normal que toda a gente dá: não copiar ninguém, criar o seu próprio estilo, insistir, insistir, treinar muito, lutar pelo lugar onde se espera estar amanhã e começar rapidamente a produzir. O Dj ou produtor terá mais valor se conseguir fazer coisas que os outros ainda não fazem, ser diferente, manter-se original e acima de tudo nunca defraudar os seus seguidores, pois sem eles, o Dj/produtor não existe. Acho que devemos imaginar este mundo como uma parede com várias janelas pequenas, a abrir e a fechar constantemente. De vez em quando abre-se uma e toda a gente quer entrar por ela rapidamente, mas ela pode não ser a janela indicada. É na percepção da janela certa que pode estar a chave do vosso sucesso. Implica estar atento ao meio, tentar perceber como funciona o negócio da musica eletrônica e depois criar e projetar o vosso nome, a vossa marca nesse espaço. Pelo meio vai aparecer muita gente que não tem o talento para criar música ou meter pessoas a dançar, que se vai querer aproveitar do vosso trabalho, nessa altura temos que saber saltar fora.

O Cultura de Dj agradece aos Kult of Krameria pela disponibilidade, sinceridade nas suas resposta e pelo apoio ao nosso projeto. Desejamos que o projeto continue criando e re-inventando a música eletrônica e desejamos a eles todo o sucesso do Mundo.

KULT OF KRAMERIA

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NOTÍCIAS: Doações ao Cultura de Dj

Posted by pop On 4:56 PM


DOAÇÕES AO CULTURA DE DJ
Depois de meses a ponderar se deveria ou não ter esta postura para com os leitores, resolvi ser totalmente franco com todos os que diariamente acompanham o blog e alimentam a sua permanência através da leitura e partilha das nossas matérias. Antes de mais devo esclarecer que esta decisão não foi tomada de forma leviana e muito menos com segundas intenções. Como todos devem compreender, a matéria diária a que habituamos os nossos seguidores não se resume a perder alguns minutos por dia digitando texto e sim várias horas por dia com pesquisa, avaliações, opiniões, comunicação com fabricantes, esclarecimento de dúvidas de leitores entre outras. Como em todo o projeto essa dedicação pessoal obriga a um comprometimento em prol da comunidade de Dj's de língua portuguesa que de alguma forma acaba preenchendo minha agenda e dificultando cada vez mais uma atividade paralela se pretendo ter o blog sempre em funcionamento.

O PROJETO
O Cultura de Dj é um projeto independente e pessoal que iniciei em 2011 com o objetivo de preencher a lacuna que existia no mercado informativo sobre o Digital Djing em língua Portuguesa. Como rotina, várias horas do dia são passadas lendo matérias, pesquisando histórias, avaliando software e hardware de Djing e preparando cada post do blog. Recentemente foi agregado ao projeto o canal do YouTube onde oferecemos as tão esperadas Video-Reviews que vinham sendo solicitadas pelos leitores. Desde que em Abril de 2013 retomei o projeto com frequência diária, tenho tido pouco tempo para me dedicar a atividades paralelas e que de alguma forma sustentavam financeiramente este projeto que foi iniciado meramente por prazer, tendo em vista a ajuda à comunidade de Dj's que lutam a cada dia para firmar suas carreiras. Nesse sentido e infelizmente estando o projeto estabelecido no Brasil onde não existe uma prática das empresas em recorrer a blogues para fazer promoção dos seus produtos neste segmento, o projeto chegou a um momento onde necessita com urgência de ter capacidade para ter autonomia financeira para continuar. Várias vitórias foram sendo conquistadas nomeadamente ao nível das parcerias, onde finalmente começamos a ter acessos a diversos equipamentos para oferecer os tão esperados reviews aos nossos leitores.


PUBLICIDADE
Alguns já devem ter percebido que abrimos recentemente espaço publicitário na página mas com uma salvaguarda editorial. Havíamos recebido várias propostas publicitárias para o blogue de festivais, festas, shows e boates que de alguma forma seriam a solução óbvia para manutenção dos custos operacionais do Cultura de Dj. No entanto, como o objetivo nunca foi "poluir" visualmente o blog, optamos por abrir o espaço publicitário apenas a empresas de equipamentos de Dj, escolas, agências e empresas de serviços para Dj's. Essa decisão no entanto teve o seu "preço", os anunciantes que já estavam tentando promover seus eventos no blogue acabaram sendo afastados por não se enquadrarem na política editorial de que somos um blog para Dj's e com vertente técnica. Sendo assim ficamos virtualmente muito limitados a potenciais anunciantes.

PATROCINADORES
O Cultura de Dj está no momento tentando obter apoios de instituições ligadas à difusão Cultural no Brasil mas como em todos os processos de patrocínio, as comunicações são demoradas e nem sempre surtem os resultados pretendidos. Sendo assim o Cultura de Dj procura empresas, instituições ou organizações de apoio à Cultura que se queiram associar a nós através da manutenção financeira do projeto. Se existir interesse em promover a dinamização da profissão do Dj de língua portuguesa use o formulário de contato do blog para nos enviar sua solicitação.


DOAÇÕES
Esta foi talvez uma das decisões mais difíceis que já tive que tomar nos últimos meses dentro do Cultura de DJ. Se repararam na barra lateral do Blog encontram agora um botão para doações pelo sistema PagSeguro do UOL. Esta foi a solução encontrada para a manutenção imediata do projeto e que será eliminada logo que exista uma forma do projeto se auto-sustentar via publicidade e patrocínio. Não quero de forma alguma que os leitores interpretem esta minha posição como algo abusivo ou com carácter de obrigatoriedade, pelo contrário, o Cultura de DJ é um projeto de livre acesso ao público em geral e fico eternamente grato por todas as vossas visitas, comentários, partilhas, etc sem qualquer duplo interesse. As doações livres ou seja sem valor fixo, são a solução temporária para que eu possa prosseguir com o projeto sem comprometer todos os custos inerentes ao seu funcionamento. Cada leitor é livre para doar o valor que entender ou não doar. Não existe distinção para mim como editor entre alguém que ajuda financeiramente o projeto e alguém que apenas lê e nos envia suas dúvidas, todos têm a máxima importância para a manutenção do projeto tendo em vista que o projeto não sobrevive sem recursos financeiros mas também não sobrevive sem leitores.  A atenção dedicada aos que nos irão ajudar será a mesma que sempre dei aos que não doarão qualquer valor.

CONCLUSÃO
Esta decisão é algo que como já perceberam não foi fácil de tomar e muito menos de compartilhar com vocês leitores. No entanto, algo que sempre habituei todos os que nos acompanham foi sempre a postura de verdade e frontalidade, seja em relação às matérias em si seja em relação ao projeto, parcerias, etc. Assim sendo, não é possível nestes meses de espera até firmar elos que nos permitam ter capacidade de sustento e autonomia prosseguir sem a vossa ajuda. Apelo á vossa consciência e dentro da vossa realidade pessoal para serem livre de tomar a decisão de doarem a favor da manutenção do projeto. Mais uma vez digo que não pretendo de forma alguma incutir nos leitores a ideia de que para continuarmos é obrigatório que uma doação seja realizada. Vejo esta solução como se de uma assinatura de uma revista digital se trata-se. Vários leitores assinam publicações online onde pagam uma taxa mensal ou anual para ter acesso aos conteúdos e o fazem pelo que a publicação lhes acrescenta ao nível cultural, pessoal e/ou profissional. Da mesma forma acredito que o Cultura de Dj tem oferecido o mesmo aos leitores e assim sendo se os leitores entenderem que somos merecedores do vosso reconhecimento via doação ficarei tremendamente grato pelo vosso apoio. A todos o vosso muito obrigado por fazerem parte do Cultura de Dj.

Para realizar doações* ao Cultura de Dj acesse:




*Sistema de doações apenas disponível no Brasil. Para doações a partir de outros países utilize o formulário de contato.
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OPINIÃO: O Cachet dos Djs no Brasil

Posted by pop On 11:12 AM

O Cachet dos Djs no Brasil

O CACHET DOS DJS NO BRASIL
Hoje abordaremos um dos assuntos talvez de maior relevância para quem leva a sua carreira a sério. O "cachet" ou os honorários que o Dj recebe para se apresentar em um evento. O Dj, não é um personagem diferente de qualquer outro profissional na sociedade atual. Por vezes, a posição do Dj é incompreendida pelo público em geral que divide suas opiniões em 2 grupos distintos: os "Cabeças de Cartaz" que recebem valores absurdos para tocar e os restantes. Existe a percepção por parte do público, que os Djs iniciantes tocam apenas por prazer (como hobbie), ou então o pagamento é convertido em consumo nos espaços. Talvez por isso mesmo, os donos de estabelecimentos que contam com um Dj no seu cardápio de entretenimento, se aproveitem e fechem contratos que em nada dignificam a profissão. Uma coisa deve ficar clara, se você se valoriza a si próprio e valoriza o seu trabalho, nunca deve pôr em análise tocar sem ser devidamente remunerado de forma financeira. Pouco ou muito, o cachet auxilia a que a classe do Dj seja levada a sério, ao mesmo tempo em que fica claro que se o Dj está a animar a casa e a manter as pessoas no espaço através da animação que proporciona, isso vai traduzir-se em maior consumo e por consequência maior lucro para os empresários.

O Cachet dos Djs no Brasil

OS VALORES 
No Brasil existem várias categorias de pagamento: os Djs que estão começando carreira recebem por norma R$200 por apresentação com média de 2 horas (duração do set) nos eventos avulsos. Quando os eventos são em locais distantes do ponto de origem do Dj, todos os custos de deslocação e alojamento ficam a cargo do contratante. No caso das residências e como a duração dos sets é normalmente superior, R$300 é o valor geralmente cobrado por noite em contratos de 2 a 3 noites por semana o que neste caso totalizaria um valor mensal de R$2.400 a R$3.600. Na negociação de residências pode ser também negociado algum tipo de ajudas de custo no que concerne à deslocação e consumo no espaço. Á medida que o Dj vai ganhando notoriedade local, o valor pago aumenta progressivamente. 

Quando subimos ao patamar de Djs consagrados localmente chegamos rapidamente ao valor de R$1000 por apresentação avulsa e R$800 por noite em residências. Os valores podem ainda ser superiores dependendo da quantidade de público que o Dj consegue agregar a um evento apenas pelo seu nome. Quando falamos em profissionais consagrados nacionalmente e que frequentemente se deslocam pelo país, os valores dão um salto e partem dos R$5.000 chegando a valores (virtualmente) ilimitados. Muitos dos valores absurdos que se praticam no mercado pertencem às "Celebridades". Quando falamos em celebridades, não estamos a falar de Dj's que são famosos e sim de Famosos que também são Djs  (Acompanhe a nossa matéria sobre as Celebridades que Atuam como Djs). Aí, os valores podem ser "escandalosos" de tão elevados. Como exemplo o Dj Jesus Luz que cobra uma média de R$40.000 por evento. Acima desses valores temos os Djs que são conhecidos internacionalmente em que os preços cobrados são proporcionais à notoriedade do artista.

O Cachet dos Djs no Brasil

NEGOCIAÇÃO
A parte mais complicada do processo tem a ver com a negociação com o contratante. O contratante vai tentar pagar o menos possível enquanto o Dj vai tentar ganhar o mais possível. Neste assunto o importante é o "meio termo" e a coerência dos valores. As bases de referência nacional são o primeiro passo para se conseguir um valor justo para ambas as partes. Depois, é preciso contabilizar os custos com o evento, a deslocação, se o Dj precisa levar equipamentos, se a casa tem um PA que atenda à lotação prevista para o evento, etc. Vários são os fatores a ponderar. O importante seria referir que todos os custos extra do Dj e que não se refiram com o seu set, na teoria deveriam ser cobrados à parte, mas nem sempre isso acontece. De qualquer forma no final, e se pretendemos mesmo não perder o evento, devemos ser flexíveis enquanto devemos evitar a todo o custo tocar de graça. As únicas situações onde podemos tocar de graça serão eventos de solidariedade, eventos particulares pessoais, festas privadas de amigos, etc. Sempre que existir um componente comercial no evento, o cachet nunca deve ficar de fora.

Um pouco por todas as capitais do Brasil, surgiu há relativamente pouco tempo uma nova forma de negociação baseada nos tradicionais honorários da área de vendas: o profissional recebe um valor base e um percentual sobre o valor de cada entrada. Na prática este tipo de negociação nada mais é que a de obrigar o Dj a ser acima de tudo um profissional de marketing. Recebemos inclusive recentemente a minuta de um contrato em que era obrigatório que o Dj tivesse um determinado comportamento nas redes sociais na promoção do evento. Acreditamos que aqui encontramos uma "armadilha" para o Dj. Na teoria os que estão começando fazem contas às "centenas de pessoas" que vão encher o espaço mas esquecem que nenhuma garantia existe que a casa vá encher. Muitos dos que são apanhados nesse novo modelo de negócio nem ponderam o facto de que não possuem uma presença forte nas redes sociais que lhes permita de antemão garantia uma boa massa de clientes para o evento (Acompanhe a nossa matéria sobre a Importância do Facebook para os Djs).


O Cachet dos Djs no Brasil

CONCLUSÃO
Independentemente da sua posição na escala de pagamentos, o mais importante é cobrar sempre. Deixamos também um conselho que pode parecer sem importância mas que acreditem que poupa muita dor de cabeça: faça sempre um contrato e cobre 50% antecipado e 50% no final da sua atuação (na hora do evento). O facto de cobrar sempre por seu trabalho além dignificar a profissão, permite que você como profissional vá ganhando respeito no mercado. Se o seu trabalho for feito com rigor rapidamente poderá subir o valor do seu cachet e seguir a profissão como uma forma de vida. 

E você? Quanto costuma cobrar por seus trabalhos como Dj?
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Rio Music Conference

CULTURA DE DJ NO SITE DO RIO MUSIC CONFERENCE
Foi com enorme satisfação que ontem recebemos de um leitor um link que nos surpreendeu. No tópico de tecnologia das notícias do site do Rio Music Conference, figura a matéria: "Blog em Português para os DJs que amam novas tecnologias". Para nós foi uma excelente surpresa ver o Cultura de Dj sendo destacado no site do maior encontro de música eletrônica e entretenimento do Hemisfério Sul. Confira a matéria a seguir.

BLOG EM PORTUGUÊS PARA OS DJS QUE AMAM NOVAS TECNOLOGIAS
"Uma dica para os artistas que gostam de discotecar com equipamentos mais modernos é o “Cultura de DJ”.

O blog focado em Digital DJing existe desde 2011 e surgiu após seu fundador, o português Luis Alves, ter notado a grande ausência de sites dedicados ao Digital DJing em língua portuguesa.

Enquanto o projeto tem a missão de auxiliar os leitores no que diz respeito às novidades da indústria, a maior missão do veículo, segundo Luis, “a de atenuar o preconceito ainda existente perante os profissionais que usam software e controlador midi em seu setup, pois no exterior usar software e controlador é algo comum, mas sentimos que no Brasil ainda existe resistência de DJs, público, agentes e empresários”.


COMENTÁRIOS CULTURA DE DJ
Agradecemos desde já ao Rio Music Conference pela referência ao nosso blog. É bom sabermos que aos poucos vamos tendo maior visibilidade e ajudando dessa forma a uniformizar com maior empenho a indústria de entretenimento. Tal como referimos, o nosso foco é o de levar aos profissionais de língua portuguesa todas as novidades do segmento, enquanto tentamos diminuir ou cessar o preconceito ainda existente em relação aos DJs que escolheram a plataforma 100% digital nos seus setups. Mais uma vez o nosso muito obrigado.


E você o que achou ao ver o Cultura de Dj ser destacado no site do Rio Music Conference?
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